Páginas

13 de novembro de 2013

Agentes comunitários de saúde e de Endemias de São Vicente faz paralisação


Destaque em São Vicente em Foco Os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias de São Vicente, anunciaram a paralisação de suas atividades nesta terça-feira (12), durante 24 horas. O motivo da parada é que os servidores se juntam aos demais em nível nacional para reivindicar a aprovação do piso desses profissionais. A votação do projeto de lei deve ser realizada hoje na Câmara Federal dos Deputados.

Para o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), João Morais, essa é uma oportunidade para pressionar a aprovação do piso nacional. Os protestos são pela demora na votação e aprovação na Câmara dos Deputados do piso salarial nacional desses trabalhadores. Atualmente, o piso da categoria é de R$ 592. Com a aprovação do Projeto de Lei 7495/06, esse valor passaria para R$ 950.

O projeto já aguarda sete anos para ser votado. No último dia 23, foi aprovada a urgência para a proposta, mas não houve quórum para a votação. A base aliada do Governo chegou a sugerir, antes da votação da urgência, o adiamento para assegurar um acordo que viabilizasse a aprovação efetiva da proposta, sem risco de veto pelo governo.

O governo defende que é preciso fazer um acordo com estados e municípios para custear as despesas de implantação do piso salarial de R$ 950,00. No país, segundo dados do governo, existem atualmente 260 mil agentes comunitários de Saúde. Atualmente não há um mínimo salarial, mas o governo federal repassa por meio de portaria R$ 950 por mês aos municípios para cada agente comunitário.

O problema, segundo a categoria, é que como não há piso, alguns municípios transferem aos profissionais apenas o salário mínimo e utilizam o restante dos recursos para outras finalidades. O governo se opôs ao projeto porque não quer arcar com os reajustes anuais do piso.