A construção do Porto de Mariel,
em Cuba, ganhou o noticiário nos últimos meses porque o governo
brasileiro concedeu, via BNDES, um empréstimo de 682 milhões de dólares à
ditadura cubana para assegurar a obra – dois terços do valor total
estimado para o porto. Além disso, os detalhes da transação foram
estranhamente mantidos em sigilo. Em janeiro deste ano, a presidente
Dilma Rousseff esteve na ilha dos irmãos Castro para a inauguração
oficial do terminal portuário.
Mas a história não acaba aí: um
relatório elaborado por um painel de especialistas do Conselho de
Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que Cuba
utilizou o Porto de Mariel para abastecer com 240 toneladas de armamento
um navio norte-coreano, em descumprimento a sanções internacionais
contra o regime autoritário da Coreia do Norte. A operação, realizada há
menos de um ano, fracassou porque a carga secreta foi descoberta por
autoridades do Panamá, já no caminho de volta à Ásia.

