Mais de seis mil
homens. Este é o déficit que a Polícia Militar tem hoje, no Rio Grande do
Norte, e que o candidato ao Governo do Estado pelo PSL, Araken Farias, aponta
como um dos motivadores da grave crise de segurança pública que o RN atravessa.
Por isso, Araken pretende convocar novamente os policiais cedidos a outros
órgãos e devolver a motivação aqueles que estão afastados do trabalho. A
intenção é aumentar o efetivo em poucos meses sem, necessariamente, elevar os
custos.
A análise de Araken é
baseada em números do próprio Governo do Estado. Atualmente, a PM tem 13 mil
vagas, contudo, conta com um efetivo de, apenas, 9 mil homens. Destes, 855
estão cedidos a outros órgãos, 700 estão de licença médica e outros 700 fazem a
segurança em presídios, o que deveria ser feito por agentes penitenciários. “Vamos devolver os
PMs para as ruas. Chamar os policiais que estão em outros órgãos e colocá-los
na patrulha. Queremos aumentar o efetivo e elevar a sensação de segurança. Onde
tem PM circulando, o bandido não age”, ressalta Araken Farias.
Além de devolvê-los
ao trabalho, Araken quer, também, motivá-los, criando o plano de cargos e
salários da Polícia Militar. “Isso será possível sem elevar os custos com a
folha salarial, porque pretendemos fazer uma grande reforma administrativa que
vai reduzir 70% dos comissionados. Não tem sentido termos uma máquina tão
pesada e não podermos investir em segurança por falta de recursos”, analisa.
Segundo Araken
Farias, a intenção é, também, convocar os aprovados no último concurso da
Polícia Civil e realizar um novo certame, tanto para a PM, quanto para a PC.
“Promover a segurança pública requer operações que apresentem uma unidade e que
reproduzam certa regularidade com a visão focada em componentes preventivos,
repressivos, judiciais e sociais. É um processo sistemático, onde necessita da
integração de um conjunto de conhecimento e ferramentas estatais que devem
interagir no mesmo propósito”, afirma Araken. Além disso, o
candidato ao Governo pelo PSL pretende também, na área da segurança pública,
criar a Guarda Estadual e aumentar o monitoramento nas cidades por meio de
vídeo monitoramento.

