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31 de janeiro de 2013

“José do Egito” mostra avanço da Record na produção de minisséries bíblicas



A Record está se aprimorando cada vez mais na produção de suas minisséries bíblicas. É um nicho que tem a cara da emissora e que já deu provas de boa repercussão. “José do Egito”, que estreou nesta quarta-feira (30/01) – roteiro de Vivian de Oliveira, direção geral de Alexandre Avancini -, representa um grande avanço quando comparada às minisséries anteriores.

O elenco é bom. A fotografia é de cinema, com belíssimas tomadas – a minissérie contou com gravações no deserto do Atacama, no Chile, em Israel e no próprio Egito. Comparada com “Rei Davi” (a produção do ano passado), é visível a melhora na direção de atores e nas caracterizações (maquiagem e perucas principalmente). Tudo está mais natural, tanto no que vimos quanto no que ouvimos dos atores. 

A Record optou em apresentar “José do Egito” apenas uma vez por semana – às quartas-feiras, dia de futebol na Globo, em que, costumeiramente, as chances de um melhor desempenho no Ibope são mais altas. Talvez essa seja uma boa estratégia se considerarmos que a emissora tem um mau hábito de optar por uma grade flutuante, que depende das atrações que, supostamente, dão mais audiência, como os realities.

Essa estreia marcou 12 pontos no Ibope da Grande São Paulo, garantindo o segundo lugar. Destaca-se também a intenção de apenas contar uma história, em detrimento ao ranço da doutrinação religiosa que geralmente acomete esse tipo de produção. Tomara que continue neste patamar.