Páginas

23 de abril de 2013

Deputado denuncia preconceito de Neymar contra Piaui e Paraíba

O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) prometeu levar à Câmara dos Deputados um protesto contra o atacante Neymar, do Santos. A queixa do paraibano se baseia em supostas declarações preconceituosas feitas pelo craque contra os jogadores do Flamengo-PI, durante partida da Copa do Brasil, na semana passada, na Vila Belmiro.
 
Na ocasião, em entrevista após o embate vencido pelo Santos por 2 a 0, com um gol de Neymar, o meia-atacante Lúcio Bala, do Flamengo-PI, disse que Neymar precisava ter mais humildade e acusou o camisa 11 santista de ter insultado seus companheiros.
"Ele ficou humilhando os jogadores, os meninos novos aqui, chamando os jogadores de ‘'Paraíba’'. É preciso ter humildade. Eu tenho ídolos como Zico, Romário e nenhum deles fazia isso", disse Lúcio Bala.

Ao ter conhecimento das declarações do rubro-negro, Efraim foi taxativo, mesmo sem ter procurado entrar em contato com Neymar para saber se as queixas têm fundamento. Em declaração publicada em veículos de imprensa da Paraíba, o deputado diz que não adianta dizer que foi sem querer.

"Esse complexo de inferioridade é muito nocivo, e nós da Paraíba não podemos nos conformar. Temos que gritar e repercutir. Assim como eu fiz com o autor de novela Aguinaldo Silva, também vou procurar repercutir contra essa palavras de Neymar. Porque nós não podemos nos conformar. Agora não adianta dizer que foi sem querer. Pode ser Neymar, ou quem quer que for, vai merecer o repúdio da sociedade. Pode ter certeza que nós vamos repercutir e eu não faço isso por questão sensacionalista", afirmou, nesta segunda-feira.

Nas redes sociais, o assunto também repercutiu. No Facebook, internautas pedem a cidadãos nordestinos o fim da idolatria ao craque brasileiro. No Twitter, mais mensagens de repúdio às supostas declarações de Neymar. Por telefone, a assessoria de imprensa de Neymar informou que tem ciência das queixas e disse que o jogador não vai se pronunciar em meio a acusações sem cabimento.

Fonte: Diário do Nordeste