Páginas

31 de março de 2016

Para Rafael Motta, “pedaladas” não são únicas motivações para o impeachment de Dilma Rousseff

O deputado federal Rafael Motta, do PSB, afirmou hoje (30) que as pedaladas fiscais estão longe de ser os únicos motivadores do impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT. Isso porque, diante da crise que o País atravessa, no julgamento político do Congresso deverão pesar, também, as dificuldades da economia e a insatisfação popular.

“A gente precisa, realmente, resolver logo esse problema, porque se não vai agravar cada vez mais a política do nosso país. As instituições estão em crise. A economia está em queda, o emprego normal caindo, o desemprego aumentando, o juros aumentando, e tudo isso faz com que o impeachment não seja, apenas, um julgamento político em relação as famosas pedaladas fiscais”, analisou Rafael Motta.

A necessidade de se “resolver logo” a continuidade ou não do governo Dilma Rousseff também é importante porque, segundo o parlamentar, hoje o Legislativo Federal não trabalha por perder muito tempo em discussões político-partidárias, que não se traduzem em uma agenda útil para o Brasil.

“Essa situação toda está atrapalhando o trabalho legislativo. A gente está vivendo uma queda de braço medíocre. Falta uma agenda propositiva para o nosso País. As votações aqui no plenário (da Câmara dos Deputados) estão os partidos encaminhando à obstrução porque, primeiro, não se discute o impeachment todo de uma vez só e, segundo, não temos um presidente que não tem legitimidade para conduzir toda essa discussão”, acrescentou.