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16 de setembro de 2019

Cirurgião de Bolsonaro conta relato de superação: "Desisto só se me matarem"

Responsável pela última cirurgia do presidente Jair Bolsonaro, o renomado cirurgião Antonio Luiz Macedo, de 67 anos, tem uma história emocionante sobre sua carreira. Em uma entrevista, ele revelou que seu interesse pela Medicina começou após ter sofrido um acidente.Continua depois da publicidade

Quando tinha 12 anos de idade, Macedo caiu de um cavalo e sofreu uma paralisia no lado direito do rosto. Diante da lesão incontornável, ele passou a querer compreender o funcionamento do corpo humano. Para a revista Veja, ele forneceu detalhes sobre o episódio de seu passado, que determinou a escolha de sua profissão. Em sua trajetória, ele chegou a ser desencorajado, mas encontrou apoio em sua própria família para superar previsões contrárias.

– Aos 13 anos, eu caí do cavalo, e a queda causou uma paralisia do lado direito do meu rosto. Disse ao médico que me atendeu, um professor de neurologia do Hospital das Clínicas, que eu queria ser cirurgião. Ele me aconselhou a procurar outra profissão. Fui para casa abaladíssimo. Meu avô então me repreendeu: ‘Esquece o que ele disse, não sabe nada. Ele é professor de cirurgia, mas não de gente’. Foi aí que eu mais quis ser cirurgião – disse.

Antonio revelou ainda que teve a chance de reencontrar o médico, que tinha falado palavras desencorajadoras para ele.

– Pouco mais de dez anos depois, operei o médico que me atendeu, por uma grande coincidência. Era noite de Natal. Tirei a vesícula dele. No dia seguinte, ele me olhou e perguntou: ‘O que aconteceu no seu rosto, menino?’. Eu relembrei a história a ele. Ele chorou igual a uma criança – falou.

Como parte de seu relato, o cirurgião de Bolsonaro ressaltou sua persistência diante das circunstâncias.

– Para mim, o não inexiste. Vou até o fim, sempre. Desisto só se me matarem – declarou.

Em seu histórico, Macedo calculou já ter realizado, pelo menos, 20 mil cirurgias. Ele é conhecido por já ter atendido famosos como Silvio Santos, Ana Maria Braga, Fausto Silva e até a saudosa Dercy Gonçalves.

No ano passado, ele chegou a comparar a preparação de um cirurgião com a de um atleta.

– A cirurgia exige esforço semelhante ao de uma maratona – definiu.

Atualmente, após décadas no hospital Albert Einstein, ele atende no Vila Nova Star, que pertence à Rede D’Or, onde aconteceu a cirurgia do presidente da República.