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12 de fevereiro de 2021

“Vamos vacinar o país todo em 2021”, afirma ministro da Saúde


O senado promoveu, nesta quinta-feira (11), audiência com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Ele foi convidado pelos senadores para falar sobre as dificuldades enfrentadas pelo Brasil para agilizar a imunização da população contra a Covid-19. Pazuello afirmou que o Ministério da Saúde vai imunizar toda a população ainda em 2021. “Serão 50% das pessoas até julho e 50% até dezembro. A esperança continua sendo nossas vacinas. Já chegamos a 5 milhões de doses aplicadas das 11 milhões distribuídas e vamos fazer muito mais.”

Sobre as estratégias previstas para garantir que toda a população seja imunizada, Pazuello destacou a fabricação nacional de doses e a compra de quantidades internacionais. “O que temos para fevereiro é o seguinte: o Instituto Butatan vai fabricar de 8 a 12 milhões de doses por mês na sua capacidade máxima. Para fevereiro, temos a entrega de um primeiro lote no dia 15, contendo de 6 a 8 milhões de doses. Quanto a negociações, recebemos a primeira parte das doses da Astrazeneca, mas a produção em parceria com a Fiocruz só fica pronta no início de março.”

O ministro também falou que há negociações com outros laboratórios da Rússia e da Índia para complementação da imunização, algo em torno de mais 30 milhões de doses também a partir do mês que vem.

Ainda durante sua participação, o ministro expôs que o governo federal foi “pego de surpresa” sobre os desdobramentos da pandemia. “Pensávamos e tínhamos observação técnica de tudo o que acontecia. No segundo semestre de 2020, vimos uma queda nos números. Estávamos focados na compra das vacinas para poder fazer o trabaalho final, que é manter a estabilidade no números de casos e voltar à normalidade. Mas essa ideia foi quebrada. Nos últimos 90 dias, países com capacidade de estrutura maiores que a nossa estão apresentando números de contágios e óbitos inacreditáveis.”

Pedido ao Senado

“Embora não seja essa minha vontade diante da frieza, diante da ineficácia, diante da falta de destreza na administração do conflito que esse país está vivendo”, disse a senadora em entrevista à Rádio Senado.