Distribuidoras de grande porte como CPFL Paulista (SP), Coelba (BA), Enel Rio (RJ) e Copel (PR) concentram os maiores impactos, com reajustes que variam entre 12% e 19%. A situação varia conforme a região. No Norte e Nordeste, o uso de mecanismos de alívio, como a antecipação de recursos do UBP (Uso de Bens Públicos), ajudou a manter os aumentos em um dígito. Já no Sul e Sudeste, onde esses recursos foram menos expressivos, o repasse foi direto: a paranaense Copel, por exemplo, projeta uma revisão tarifária de 19,2%.
Entre os vilões do aumento estão as pressões estruturais e o peso dos encargos setoriais. O principal destaque é a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo que financia políticas públicas do setor e é custeado compulsoriamente por todos os consumidores através da conta de luz.
Enquanto algumas regiões tiveram altas moderadas (entre 5% e 7%) devido a manobras regulatórias, milhões de brasileiros enfrentarão um peso maior no orçamento doméstico e industrial nos próximos meses, refletindo o alto custo da infraestrutura elétrica nacional.

