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14 de outubro de 2026

Flávio acha que ‘El Salvador é pouco’ diante do que pretende contra o crime organizado

Em ato realizado nesta terça-feira (13) em São Paulo, onde o MDB formalizou apoio majoritário à sua candidatura, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que aqueles que o consideram radical na segurança pública “não viram nada ainda”. Ele disse estar conversando com Guilherme Derrite (PP), senador eleito por São Paulo e ex-secretário de Segurança Pública do Estado, porque “está achando que El Salvador é pouco”.

Durante o discurso, Flávio detalhou medidas de seu programa de combate ao crime organizado e à violência: criação de mais de meio milhão de vagas em presídios; penas mais longas e castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças; e mudança na legislação para que ladrão de celular tenha pena mínima de oito anos, fique preso e seja obrigado a trabalhar “para dar valor a como é difícil comprar um celular”.

O evento, articulado com o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), contou com a presença de lideranças do partido. O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), anunciou a adesão de 17 dos 27 diretórios estaduais à candidatura de Flávio (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Distrito Federal). Outros 10 diretórios, concentrados no Norte e Nordeste, declararam apoio a Lula (PT).

Baleia Rossi justificou a decisão citando o “desejo de mudança” expresso nas urnas no primeiro turno e o desejo de que Flávio “repita a gestão” de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas. Flávio, por sua vez, classificou o alinhamento como “programático” e afirmou que será “tão defensor da democracia” que “nunca se viu na história um presidente da República defender mais as instituições”, pois “as instituições são os pilares da nossa democracia”.

Pela manhã, o candidato visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. Segundo Flávio, o reencontro deu “motivação” e “uma energia ainda maior” para a campanha. Ele também confirmou que não participará do debate marcado para este domingo (18) e que avaliará a presença no debate da TV Globo no dia 23.

O posicionamento sobre segurança pública retoma a linha que Flávio tem defendido ao longo da campanha, inspirada no modelo de Nayib Bukele em El Salvador (incluindo o megapresídio Cecot), com a construção de unidades de segurança máxima e o endurecimento penal, agora apresentado de forma ainda mais enfática.