Levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT),
encomendado ao Instituto MDA, revela que 84,3% aprovam o programa Mais Médicos,
do governo federal. De acordo com a mostra, divulgada nesta manhã, 66,8%
acreditam que os médicos estrangeiros estão capacitados para atender a população
brasileira.
Em julho, a mesma
pesquisa apontou aprovação do Mais Médicos de 49,7% da população. Em setembro,
esse percentual subiu para 73,9%, alcançando 84,3% em novembro. O levantamento
mostra também que o programa tem a desaprovação de apenas 12,8% da população.
Entre os entrevistados, 13% consideram que o programa cumpre totalmente os
objetivos para os quais foi criado, enquanto 46% declararam que ele cumpre
apenas em parte.
A iniciativa tem como
objetivo levar médicos – brasileiros e estrangeiros – a regiões carentes e com
déficit de profissionais da saúde em todo o País. Logo que foi anunciado, o
programa recebeu duras críticas da classe médica, que argumentou que não
faltavam médicos no território brasileiro e condenaram a qualificação de
profissionais estrangeiros, especialmente os cubanos.
Os números da pesquisa
comprovam que a campanha dos conselhos regionais de medicina e sindicatos contra
o Mais Médicos, o que resultou em protestos em municípios de todas as regiões,
não funcionou. Segundo o ministério da Saúde, 2.167 médicos estrangeiros
desembarcaram no Brasil no final de outubro, que, ao se juntarem ao grupo de
1.499 profissionais já em atendimento, atenderão 13 milhões de
brasileiros.
Na avaliação dos que
responderam à pesquisa, a saúde (87,4%) é a ação pública que mais precisa de
melhorias. Em seguida estão educação (49,7%), segurança (34,3%), emprego
(13,3%), habitação (5,5%) e transporte (3,9%). A política é apontada como a área
que mais precisa de reformas. Foram entrevistadas 2.005 pessoas, em 135
municípios de 21 unidades da Federação, entre os dias 31 de outubro e 4 de
novembro. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.

