O débito está ligado a empréstimos concedidos pelo BNDES para financiar obras de infraestrutura na Venezuela, como a expansão do metrô de Caracas, a construção da Siderúrgica Nacional e do Estaleiro Astialba, executadas por grandes empreiteiras brasileiras.
Apesar de iniciativas do governo brasileiro para retomar negociações — como a abertura de uma mesa de diálogo em 2023 após visita de Nicolás Maduro a Brasília — a Venezuela não respondeu às propostas de conciliação, segundo documentos do Ministério da Fazenda.
O BNDES desembolsava os recursos em reais às empresas brasileiras, enquanto a Venezuela deveria pagar em dólar ao banco. Em caso de inadimplência, as garantias eram acionadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), transferindo o saldo devedor à União. Até o momento, não há previsão de quando o país vizinho quitará o débito, que continua atualizado conforme os encargos contratuais e sob esforços administrativos e diplomáticos para cobrança.

