Segundo o documento, a escassez de precipitações registrada na primeira quinzena de janeiro foi influenciada pela atuação desfavorável da Oscilação Intrassazonal Madden-Julian (OMJ). A expectativa, no entanto, é de mudança desse padrão na segunda metade do mês, o que pode favorecer a ocorrência de chuvas.
A Emparn ressalta que janeiro e fevereiro integram a pré-estação chuvosa, período marcado pela atuação de sistemas meteorológicos de curta duração e baixa previsibilidade, como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANs), Linhas de Instabilidade (LI) e Frentes Frias (FF). A efetividade desses sistemas depende do posicionamento e das condições atmosféricas.
Para fevereiro, o boletim indica que a OMJ deve favorecer a ocorrência de chuvas nas primeiras semanas do mês. Já na segunda quinzena, a quantidade de precipitação passa a depender da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Em março, considerado o mês mais chuvoso do trimestre, as precipitações estarão condicionadas principalmente às condições termodinâmicas dos oceanos Pacífico e Atlântico, fatores determinantes para a formação e manutenção dos sistemas de chuva no Nordeste.
