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05 dezembro 2016

Integrante do Raça Negra vira motorista do Uber para melhorar renda

Fernando Alves de Lima, conhecido como Fernando Monstrinho, divide o seu tempo entre a profissão de música percussionista da banda Raça Negra e motorista do aplicativo Uber. De acordo com A Revista da Folha de S. Paulo, com a pausa do grupo, o músico estava entediado e precisando reforçar o orçamento, foi quando decidiu se aventurar no trânsito de São Paulo e virou motorista da Uber. “Sou casado há onze anos. Se ficar em casa todos os dias você começa a arranjar confusão com a mulher, fica impaciente”, brinca.
Fernando conta empolgado que ficou surpreso por ser conhecido entre todas as tribos e nacionalidades. “Eu pego rockeiros e eles dizem que o único grupo de samba de que gostam somos nós, porque nós temos conteúdo”, diz. “Dificilmente você encontra uma pessoa que diz que não conhece. O único que me disse que não conhecia foi um nigeriano, mas depois, por incrível que pareça, tocou ‘É Tarde Demais’ no rádio e ele falou que já tinha ouvido”, afirma Fernando.
O artista conta que procura não falar que é do Raça Negra, só quando o passageiro pergunta se tem outra profissão, o que é muito comum entre os motoristas. Naquele momento em que a pessoa descobre, você não é mais o motorista da Uber, mas o cara do Raça Negra. Tento deixar a viagem o mais divertida possível. Esse é o papel de cada um que está ali. Tem a balinha, tem água, e, se pedir pra cantar, a gente canta também. Eu falo antes que não sou o cantor, mas dá para quebrar o galho.” Além de motorista do Uber e percussionista do Raça Negra, que faz hoje de 10 a 12 shows por mês, Fernando também está trabalhando em um projeto religioso.

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