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12 de janeiro de 2026

Aliados de Lula veem eleição mais dura e apontam ‘fator Trump’ como ameaça em 2026


Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a disputa presidencial deste ano tende a ser mais difícil do que a eleição de 2022, quando o petista derrotou Jair Bolsonaro por uma margem apertada de 1,8% dos votos válidos — cerca de 2,1 milhões de eleitores. Nos bastidores, a leitura é de que o cenário político e internacional impõe novos obstáculos à campanha do PT.

Entre os fatores citados está o contexto global, especialmente a influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Interlocutores de Lula classificam o pleito como a “primeira eleição internacional” enfrentada pelo PT, com impacto direto de governos estrangeiros, em especial do americano. A avaliação é de que Trump atua de forma mais explícita na América Latina, inclusive interferindo em disputas eleitorais.

Como exemplo, aliados mencionam as eleições legislativas da Argentina, em outubro, quando o partido do presidente Javier Milei enfrentava risco de derrota. Segundo essa análise, a entrada de US$ 20 bilhões teria sido decisiva para garantir o resultado favorável, o que acendeu o alerta no entorno do Planalto.

No cenário interno, o avanço das redes sociais também preocupa. Petistas acreditam que o peso do ambiente digital será ainda maior do que em 2022, citando como sinal de alerta a chamada “crise do Pix”, que gerou desgaste ao governo e levou o Executivo a recuar em medidas relacionadas ao sistema de pagamentos. A combinação entre pressão externa e disputa digital intensa é vista como um dos maiores desafios da campanha de Lula.

CALOTE: Dívida da Venezuela com o Brasil subiu mais de 300 milhões de dólares no governo Lula


A dívida da Venezuela com o Brasil encerrou 2025 em US$ 1,856 bilhão (aproximadamente R$ 10 bilhões), incluindo juros de mora, segundo dados oficiais. O montante cresceu cerca de US$ 312 milhões apenas durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando passou de US$ 1,54 bilhão para o valor atual.

O débito está ligado a empréstimos concedidos pelo BNDES para financiar obras de infraestrutura na Venezuela, como a expansão do metrô de Caracas, a construção da Siderúrgica Nacional e do Estaleiro Astialba, executadas por grandes empreiteiras brasileiras.

Apesar de iniciativas do governo brasileiro para retomar negociações — como a abertura de uma mesa de diálogo em 2023 após visita de Nicolás Maduro a Brasília — a Venezuela não respondeu às propostas de conciliação, segundo documentos do Ministério da Fazenda.

O BNDES desembolsava os recursos em reais às empresas brasileiras, enquanto a Venezuela deveria pagar em dólar ao banco. Em caso de inadimplência, as garantias eram acionadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), transferindo o saldo devedor à União. Até o momento, não há previsão de quando o país vizinho quitará o débito, que continua atualizado conforme os encargos contratuais e sob esforços administrativos e diplomáticos para cobrança.

Florânia ansiosa com a possibilidade de um filho da terra ser o próximo governador do Estado

O desembargador Ibanez Monteiro, atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), deve assumir interinamente o governo do Estado do Rio Grande do Norte em 2026, em decorrência da saída da governadora Fátima Bezerra do cargo para concorrer ao Senado Federal e da indefinição sobre a assunção do vice-governador Walter Alves. Com isso, Monteiro, natural da região do Seridó potiguar, pode se tornar o primeiro floraniense a governar o Estado do Rio Grande do Norte — ainda que em caráter temporário.

Ibanez Monteiro nasceu e cresceu entre as cidades de Floranía e Santana dos Matos, na zona rural, tendo sido somente registrado oficialmente em Santana dos Matos, mas feito sua formação inicial e vivência em Florânia, onde frequentou escolas da cidade e construiu laços profundos com a comunidade local antes de seguir para estudos superiores e carreira pública. Sua trajetória reflete o percurso de um profissional ligado à sua terra, que conquistou espaço de destaque na magistratura e agora figura no centro do cenário político estadual.

Com mais de 40 anos de atuação na magistratura potiguar, Monteiro foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte para o biênio 2025-2026, assumindo o comando da Corte após eleição interna em novembro de 2024 e empossado em janeiro de 2025. 

A possível assunção de Monteiro ao Executivo estadual está ligada à necessidade de preenchimento momentâneo da chefia do Poder Executivo diante da vacância dos cargos de governador e vice-governador, seguindo dispositivos legais e interpretações jurídicas em discussão. Nesse período, caberá à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizar uma eleição indireta para escolher o governador e o vice que concluirão o mandato até janeiro de 2027.

A situação segue em desenvolvimento, com debates institucionais e políticos em curso, mas a possível ascensão do desembargador ao governo já coloca o nome de Florânia em destaque no cenário político potiguar em 2026.

E aí, será que Monteiro, quando assumir o abacaxi que é o Governo do RN, vai de pronto convocar as eleições suplementares e passar o bastão, ou ficará um pouco mais aproveitando o peso da caneta do Governador para fazer mais por sua terra? Florânia espera que ele assuma o governo e ajude a Gestão Municipal, já que será o primeiro floraniense a governar o Estado.

Sem motoristas: Aura Minerals, mineradora canadense trabalha com caminhões autônomos e revoluciona Currais Novos


A mineração em Currais Novos, no Seridó potiguar, entrou definitivamente em uma nova era. Além do início da operação comercial da Mina Borborema, da mineradora canadense Aura Minerals, o empreendimento tem chamado atenção por adotar uma tecnologia inédita para a região: o uso de caminhões autônomos, sem motorista, nas operações internas da mina.

A inovação representa uma verdadeira revolução para o setor mineral do Rio Grande do Norte. Os veículos operam de forma totalmente automatizada, guiados por sistemas de navegação, sensores e inteligência artificial, garantindo maior precisão no transporte do minério, redução de riscos operacionais e aumento da eficiência produtiva. A tecnologia já é utilizada em grandes polos mineradores do mundo e agora passa a integrar a realidade do interior potiguar.

Segundo especialistas, a adoção dos caminhões autônomos eleva o padrão tecnológico da mineração local, reforçando o posicionamento da Mina Borborema como um projeto moderno e alinhado às práticas mais avançadas do setor. Além de ganhos em produtividade, o sistema contribui para a segurança dos trabalhadores, que deixam de ser expostos a operações de alto risco, e para a sustentabilidade, com melhor controle de consumo e rotas otimizadas.

Focada na extração de ouro, a Mina Borborema é considerada um dos maiores projetos do segmento no Brasil, com expectativa de produção significativa e exploração de vastas reservas, incluindo áreas localizadas sob a BR-226. O investimento tem impacto direto na economia de Currais Novos e de toda a região do Seridó, gerando empregos, renda e atraindo novos negócios.

Com histórico garimpeiro que remonta à década de 1920, Currais Novos vive agora um novo ciclo, marcado não apenas pela retomada da mineração em grande escala, mas também pela chegada de tecnologias de ponta. A presença de caminhões autônomos simboliza essa transformação e coloca o município no mapa da mineração moderna, consolidando a Mina Borborema como um marco de inovação e desenvolvimento para o Rio Grande do Norte.

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