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5 de novembro de 2026

PL lança Rogério Marinho para presidência do Senado com defesa de Flávio e anistia


A bancada do PL no Senado oficializou, nesta quarta-feira 4, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa para o biênio 2027-2028. O lançamento ocorreu durante uma reunião em Brasília, com a presença de 33 senadores, segundo o partido. Líder da oposição, Marinho apresentou como prioridades a retomada da discussão sobre anistia aos condenados por atos golpistas, a fiscalização do governo Lula (PT) e a defesa das prerrogativas do Congresso Nacional.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura, com 29 das 81 cadeiras, e já conta com o apoio dos três senadores eleitos pelo Novo. Marinho também afirma ter respaldo de parlamentares do PP e do Republicanos. Para conquistar a presidência, será necessário alcançar pelo menos 41 votos.

O principal adversário é o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição. Outra pré-candidata é Tereza Cristina (PP-MS), integrante do mesmo campo político de Marinho. Apesar da concorrência, o senador potiguar afirma que existe um entendimento para unificar as candidaturas de oposição em janeiro, quando o nome considerado menos competitivo deverá desistir.

“A Tereza tem toda a legitimidade de ser candidata. Ela certamente vai tentar viabilizar sua candidatura”, declarou Marinho, que afirmou ter conversado com a senadora antes do lançamento. “No momento oportuno, pelo nosso acerto, nós vamos convergir”, acrescentou.

A movimentação ocorre após integrantes do PP manifestarem desconforto com pressões de apoiadores bolsonaristas para que Tereza abandone a disputa. Banners e publicações nas redes sociais cobraram que a senadora “pare de atrapalhar a oposição”. Durante a reunião do PL, no entanto, parlamentares procuraram demonstrar unidade. “A Tereza é nossa aliada”, afirmou Carlos Portinho (PL-RJ).

Governo publica MP do ‘imposto do pecado’, que terá transição em 2027; veja produtos e alíquotas


O governo Lula publicou na noite desta quarta-feira, 4, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo (IS) para 2027. Conhecido como “imposto do pecado”, o IS foi estabelecido pela reforma tributária para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A MP define as regras para a aplicação do novo tributo durante sua fase inicial de implementação. Como tem força de lei e vigência imediata a partir da sua publicação, a MP permite a contagem da noventena a partir de sua edição – ou seja, prazo mínimo de 90 dias entre a publicação da norma e o início da cobrança.

Com isso, a cobrança do Seletivo está prevista para começar em 2 de fevereiro de 2027, simultaneamente à redução a zero das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre bens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Até o final de 2027, alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do IPI.

A arquitetura de manter a carga atual do IPI sobre os produtos afetados pelo Seletivo na fase de implementação da reforma tributária foi resultado de um acordo entre o Ministério da Fazenda e os setores afetados pelo tributo.

Por isso, a Casa Civil confirmou que será apresentada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para prorrogar a incidência do IPI sobre os bens afetados pelo Seletivo até que haja “pleno efeito do Imposto Seletivo, a fim de evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde, a exemplo de cigarros”.

Brasil mantém maior taxa de juros reais do mundo e joga a conta do descontrole da inflação no bolso do trabalhador


O Brasil segue isolado na liderança de um ranking indigesto: o de maior taxa de juros reais do planeta. Após a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano, levantamentos das consultorias MoneYou e Lev Intelligence confirmam que, descontada a inflação, o juro real brasileiro supera os 9% ao ano, deixando o país no topo mundial da carestia financeira. 

O próprio comunicado do Copom deixou claro o motivo de tanta restrição: a disparada das incertezas fiscais e as projeções de inflação totalmente descoladas da meta de 3%, obrigando a autoridade monetária a adotar uma postura defensiva e contracionista para tentar frear a escalada de preços.

Na prática diária do cidadão, essa liderança global significa uma pancada direta no bolso e no custo de vida. Com o juro real nas alturas, o brasileiro paga os financiamentos mais caros do mundo, enfrenta faturas extorsivas no cartão de crédito, encontra portas fechadas para empréstimos e assiste à desaceleração da economia e dos empregos. É a demonstração clara de que a incapacidade do governo federal de cortar gastos e passar credibilidade cobra o seu preço mais alto justamente de quem está na ponta: o trabalhador.


Lula atua junto a Alcolumbre e Motta para adiar PEC da maioridade penal no Congresso


Em uma investida direta nos bastidores do Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuou pessoalmente nesta quarta-feira (4) para travar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal. A ofensiva articulada pelo Palácio do Planalto contou com a participação do Ministério da Justiça e de senadores da base aliada contrários à pauta.

Para frear o avanço da matéria, Lula fez ligações diretas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Nas conversas, o chefe do Executivo defendeu que a proposta seja analisada prioritariamente pela Câmara, onde o tema já vinha sendo debatido.

Lula ponderou a necessidade de evitar ritos de urgência ou tramitação acelerada, solicitando que o debate seja ampliado com a realização de audiências públicas e maior participação da sociedade civil antes de qualquer deliberação decisiva em Plenário.

Ator de A Viagem é investigado por violência doméstica contra ex-namorada

Daniel Ávila, conhecido por interpretar Dudu na novela “A Viagem” (1994), da Globo, é investigado por suspeita de violência doméstica contra a ex-namorada, a atriz Priscila Dupre. 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (4/11) que o caso está sob investigação na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. 

A apuração corre sob sigilo e começou após um boletim de ocorrência registrado pela atriz em abril deste ano.

Áudio divulgado registra discussão

Priscila tornou pública a denúncia em 22 de outubro, quando divulgou nas redes sociais a gravação de uma discussão que afirma ter ocorrido durante o relacionamento. No áudio, ela questiona o homem identificado como Daniel sobre supostas agressões físicas. “Por que você me bateu? Por que você cuspiu na minha cara? Porque você é um monstro”, diz a atriz.

O homem responde que ela mereceu o tratamento recebido. “Você sabe que você mereceu”, afirma a voz masculina na gravação. Em outro trecho, Priscila contesta a justificativa, declara que ninguém merece apanhar e pede que ele vá embora.

Atriz relata agressões e difamação

Em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, Priscila contou que demorou cerca de dois meses após a separação para procurar a polícia porque estava emocionalmente abalada. Segundo a atriz, ela entregou registros das agressões às autoridades, incluindo fotografias das marcas deixadas em seu corpo. “Eu adicionei várias provas e marcas de agressão ao boletim de ocorrência, mas deixei o áudio exposto na internet porque nele ele fala claramente que me bateu”, declarou.

Priscila também acusou o ex-namorado de tentar desqualificá-la depois do registro policial. “Depois que eu fiz o boletim, ele começou a me difamar, dizendo que eu era mentirosa, que estava inventando coisas e que era louca”, afirmou. Segundo seu relato, as acusações prejudicaram sua atuação profissional no teatro. A atriz acrescentou que outras mulheres entraram em contato depois da divulgação da gravação e relataram experiências semelhantes com Daniel.

Quem é Daniel Ávila?

Aos 41 anos, Daniel Ávila começou a carreira como ator mirim e ganhou projeção nacional ao interpretar Dudu, filho do advogado Otávio Jordão (Antonio Fagundes), em “A Viagem”, novela de Ivani Ribeiro exibida originalmente pela Globo em 1994.

O artista também trabalhou em “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990), da Manchete, “Agora É que São Elas” (2003) e “O Profeta” (2006), da Globo, além de protagonizar “Amigas & Rivais” (2007), do SBT. Nos últimos anos, passou a se dedicar principalmente ao teatro, à dublagem e ao ensino de interpretação.

4 de novembro de 2026

Município de Guamaré faz história na saúde e alcança investimento recorde de 40,94% em 2026, aponta relatório no TCE


Guamaré, administrada pelo prefeito Hélio de Mundinho, alcançou uma marca histórica nos investimentos destinados à saúde pública. Dados dos relatórios fiscais do município apontam que, até outubro de 2026, a aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde chegou a 40,94%, o maior percentual registrado na série dos últimos dez anos. O resultado reforça a prioridade dada ao setor e evidencia uma trajetória de ampliação dos investimentos.

O índice é especialmente significativo quando comparado ao mínimo constitucional de 15% exigido dos municípios. Com 40,94%, Guamaré apresenta uma aplicação equivalente a mais de duas vezes e meia o percentual obrigatório, demonstrando o espaço ocupado pela saúde na execução orçamentária municipal.

A evolução dos números revela o crescimento ao longo dos anos. Em 2017, o município aplicava 18,81% dos recursos vinculados à saúde. Em 2018, o índice chegou a 18,93%, avançando para 24,92% em 2019. Após oscilações nos anos seguintes, a aplicação alcançou 29,80% em 2022, 28,43% em 2023, 31,13% em 2024 e 33,71% em 2025.

Agora, em 2026, Guamaré ultrapassa pela primeira vez a barreira dos 40%, atingindo 40,94% já no acumulado até outubro. Em relação a 2017, o crescimento é de 22,13 pontos percentuais, representando uma elevação proporcional de aproximadamente 117,7%.

O resultado evidencia a ampliação da participação da saúde nas contas públicas municipais e estabelece um novo patamar de aplicação de recursos no setor. A trajetória também demonstra que Guamaré vem superando os percentuais registrados nos exercícios anteriores, especialmente a partir de 2024.

A marca de 40,94% coloca 2026 em destaque na série histórica apresentada e reforça a importância da continuidade dos investimentos na rede pública de saúde, com foco no atendimento à população, na estrutura dos serviços e no fortalecimento da assistência.

O placar de Rogério Marinho sobre a eleição para presidente do Senado


No seu périplo em busca de votos para a Presidência do Senado, Rogério Marinho (PL-RN) tem apresentado uma conta otimista aos colegas da Casa. Nos cálculos do candidato do PL, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição, teria 33 votos. Marinho diz que Tereza Cristina (PP-MS) teria quatro votos e os 44 restantes seriam dele. Ou seja, nas contas do senador, ele está eleito, já que são necessários 41 dos 81 votos do Senado.

As contas estão sendo vistas com certa desconfiança por parlamentares, que lembram que Rogério Marinho também garantia que Flávio Bolsonaro seria eleito e que o candidato acabou derrotado por Lula numa virada histórica.

Outro fator que tem gerado desconfiança é a pressão exercida pelo PL para que os senadores abram seus votos para que Marinho tenha mais apoio. Para eles, se a eleição estivesse garantida, o partido não estaria fazendo tanta pressão nesta frente.

O PL planeja lançar oficialmente nesta quarta-feira (4) a candidatura de Marinho ao comando da Casa. Como informou a coluna, Alcolumbre tem cálculos diferentes do adversário e acredita ter ao menos quatro votos de dissidentes do PL a seu favor.

Kleber Rodrigues vem consolidando candidatura à presidência da Assembleia e tem nome bem recebido entre deputados


O deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) vem trabalhando há bastante tempo para consolidar sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no biênio 2027-2028. Seu nome tem encontrado boa receptividade entre parlamentares, e as articulações políticas começam a ganhar contornos mais definidos.

Nesta terça-feira (3), a federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP, decidiu entregar a Kleber a coordenação das negociações para a eleição da próxima Mesa Diretora. A escolha representa um passo importante na construção de sua candidatura e reforça seu papel como articulador dentro da Casa.

O grupo reúne seis deputados estaduais da federação, além do deputado eleito Bibiano (MDB), formando um bloco de sete votos. São mais da metade dos 13 necessários para eleger o próximo presidente da Assembleia Legislativa.

Kleber não começou essa movimentação agora. Há bastante tempo vem costurando entendimentos, mantendo conversas e procurando ampliar seu espaço entre os colegas parlamentares. A boa receptividade ao seu nome é apontada nos bastidores como um dos fatores que sustentam suas pretensões.

A disputa ainda dependerá de novas composições políticas, mas Kleber Rodrigues já conseguiu transformar uma pretensão antiga em uma candidatura que ganha consistência nas articulações para o comando da Assembleia Legislativa.

Styvenson quer barba, bigode e cabelo: senador já mira o Governo do RN em 2030

A vitória do senador Styvenson Valentim (Podemos) nas eleições de 2026 teria reforçado sua disposição de disputar o Governo do Rio Grande do Norte em 2030. Nos bastidores, a avaliação atribuída ao parlamentar é de que ele reúne condições para representar o eleitorado antipetista na próxima disputa estadual.

Styvenson estaria convencido de que poderá assumir o protagonismo da oposição ao PT, que continuará no comando do Governo do Estado com a eleição de Cadu Xavier. A intenção seria transformar sua presença no Senado e sua identificação com setores contrários ao petismo em um projeto para o Executivo estadual.

A movimentação, caso se confirme, colocará Styvenson no centro das articulações políticas para 2030, quando o Rio Grande do Norte voltará a escolher seu governador. 

Pelo visto, Styvenson quer barba, bigode e cabelo. Depois de conquistar uma cadeira no Senado, já estaria de olho na cadeira de governador. Mas, por enquanto, trata-se de uma pretensão atribuída ao senador nos bastidores, sem anúncio formal de candidatura.

Mercado eleva previsão de inflação para 5,22% e projeta juros mais altos após reeleição de Lula


O mercado financeiro elevou as projeções de inflação e juros para os próximos anos no primeiro Boletim Focus após a reeleição do presidente Lula (PT). Segundo os dados divulgados nesta terça-feira (3), a expectativa para a inflação de 2026 subiu para 5,22%, acima do teto da meta de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2027, a estimativa passou de 4,34% para 4,76%. As projeções para 2028 e 2029 também aumentaram, chegando a 4% e 3,98%, respectivamente.

Apesar da piora nas expectativas, o mercado ainda prevê um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (4), reduzindo a Selic de 13,75% para 13,5% ao ano.

A mudança é que os analistas deixaram de projetar um novo corte em dezembro, indicando que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo. Para 2027, a previsão da Selic subiu de 11,75% para 12,5% ao ano. As estimativas também aumentaram para 2028 e 2029, chegando a 11% e 11,25%, respectivamente.

RECORDE DE DÍVIDAS: Brasil chega a 84,2 milhões de inadimplentes e acumula R$ 597 bilhões em débitos

O Brasil atingiu um novo recorde de inadimplência em setembro de 2026, com 84,2 milhões de pessoas endividadas, o equivalente a 51,1% da população considerada no levantamento. Segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa, o valor total das dívidas chegou a R$ 597,4 bilhões, alta de 0,90% em relação a agosto. “A inadimplência cresceu 34,17% desde 2020 e aumentou 6% apenas de setembro de 2025 para o mesmo mês desse ano. É o maior índice da série histórica”, afirmou Aline Maciel, diretora da Serasa.

O valor médio da dívida por consumidor chegou a R$ 7.093,83, aproximadamente 4,4 salários mínimos. Bancos e cartões de crédito lideram os débitos, com 27,16% do total, seguidos pelas financeiras (20,66%) e contas de água, luz e gás (20,32%).

Diante do cenário, a Serasa anunciou uma nova edição do Feirão Limpa Nome, com 750 milhões de ofertas de negociação e descontos de até 99%. A iniciativa reúne 3,3 mil empresas e segue até 6 de dezembro, com atendimento online e presencial nas agências dos Correios.



RN é condenado a pagar R$ 50 mil após bebê morrer à espera de UTI neonatal


A Justiça condenou o Governo do Rio Grande do Norte a pagar R$ 50 mil de indenização aos pais de um recém-nascido que morreu enquanto aguardava transferência para uma UTI neonatal em Caicó, na região do Seridó. A decisão é da 3ª Vara da Comarca de Caicó, que reconheceu falha do Estado na regulação de leitos de alta complexidade.

O bebê morreu em 24 de março de 2025, após apresentar um quadro de sepse neonatal associado a uma infecção no ouvido. A criança estava internada no Hospital do Seridó, onde seu estado de saúde evoluiu para insuficiência respiratória grave e parada cardiorrespiratória. Diante da gravidade, foi solicitada transferência para uma UTI neonatal, mas a criança morreu antes da liberação de um leito.

Na sentença, o juiz Isaac Lima concluiu que o município de Caicó realizou corretamente o pedido de transferência e que não houve comprovação de falha da equipe médica. A responsabilidade foi atribuída ao Estado, que não concluiu a regulação em tempo adequado. O magistrado ressaltou que não é possível afirmar que a transferência teria evitado a morte, mas considerou que a demora retirou do bebê a oportunidade de receber tratamento intensivo.

RN tem 16 reservatórios em situação crítica com menos de 10% da capacidade


Dezesseis reservatórios monitorados no Rio Grande do Norte estão com menos de 10% da capacidade de armazenamento. Em três deles, o volume não chega a 1%, segundo levantamento do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn). A situação mais crítica é a do reservatório Passagem das Traíras, em São José do Seridó, com apenas 0,03% da capacidade. Na sequência aparecem Dourado, em Currais Novos, com 0,06%, e Itans, em Caicó, com 0,36%.

Apesar do baixo volume em parte dos mananciais, as reservas hídricas superficiais do estado acumulam 45,78% da capacidade total. São aproximadamente 2,42 bilhões de metros cúbicos de água armazenados, de um potencial de 5,29 bilhões de m³.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório potiguar, está com 36,09% da capacidade, o equivalente a 856,4 milhões de m³. O reservatório de Oiticica, em Jucurutu, registra 68,37%; Santa Cruz do Apodi, em Apodi, tem 66,76%; e Umari, em Upanema, acumula 55,84%.

No total, nove reservatórios estão acima de 80% da capacidade. Três chegaram a 100%: Flechas e Arapuã, em José da Penha, e Lagoa de Pium, em Nísia Floresta. O Igarn monitora os volumes armazenados nos reservatórios potiguares para orientar o planejamento e a gestão dos recursos hídricos no estado.

34 mil sites ilegais de apostas continuam funcionando 39 dias após a proibição das bets

Mesmo após a proibição das apostas online pelo governo federal, cerca de 34 mil plataformas ilegais continuam em operação no Brasil. 
O levantamento é da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), por meio da ferramenta de monitoramento LegitBet, apresentado nesta terça-feira (3) em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF).

A proibição foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada por Lula em 25 de setembro. 

A norma impede a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa e jogos online no país. O governo justificou a medida pelos impactos das apostas no endividamento das famílias, especialmente as mais vulneráveis.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirma que a redução dos gastos com apostas já contribuiu para aumentar as compras de produtos essenciais. Entre 5 e 11 de outubro, as vendas do setor cresceram 6,5%.

Na manhã desta terça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou a sociedade civil a se mobilizar contra as bets. “Me parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuem funcionando do que as pessoas que são contra as bets”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

A ANJL, por outro lado, destaca que apenas 85 sites tinham autorização federal para operar antes da proibição. A entidade alerta que a expansão de plataformas clandestinas dificulta a fiscalização e reduz a arrecadação de impostos.

Ministério da Justiça recua e libera desenhos bíblicos da Record para todas as idades

O Ministério da Justiça recuou e restabeleceu nesta terça-feira (3) a classificação livre do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, anulando a decisão anterior que apontava inadequação da atração para menores de 12 anos.

Ao justificar a revisão, a pasta reconheceu falhas na aplicação da metodologia de classificação indicativa. O ministério afirmou que a análise deveria considerar o contexto cultural, a estética infantil das animações e o caráter fantasioso da violência presente em narrativas religiosas. 

A revisão foi conduzida pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, que destacou a proteção constitucional às narrativas bíblicas em formato de animação. A decisão será publicada no Diário Oficial da União.

MERCADO EM PÂNICO: Ibovespa engata 6ª queda seguida, dólar vai a R$ 5,48 e juros sobem com temor fiscal


O Ibovespa engatou a sua sexta queda consecutiva nesta terça-feira (03), ao recuar 1,42% e fechar aos 165 mil pontos, escancarando que o mês de novembro começou sob o mesmo pânico fiscal que marcou o fim de outubro. O dólar comercial acompanhou a sangria e subiu 0,79%, cotado a R$ 5,487 na sua terceira alta seguida.

O renovado pessimismo do mercado financeiro é reflexo direto da falta de um plano fiscal crível por parte do Governo Federal e da simpatia de aliados do Planalto por teses heterodoxas de intervenção na taxa Selic e uso de reservas cambiais.

Mesmo com as tentativas da equipe econômica de atuar como “bombeira” e negar planos de tabelamento de juros, o simples apoio de nomes próximos ao presidente a propostas mirabolantes bastou para disparar as taxas de juros futuros e azedar o ambiente de negócios.

A indefinição quanto aos novos nomes para o Banco Central e a ausência de cortes rígidos de gastos continuam cobrando um preço alto da economia real. O resultado foi um tombo generalizado em papéis de peso na Bolsa, com ações de grandes bancos em queda e a Dasa despencando mais de 15% sob a pressão dos juros elevados.

Senado fecha acordo para tentar votar redução da maioridade penal ainda nesta semana


O Senado fechou um acordo para tentar votar ainda nesta semana a redução da maioridade penal. A articulação prevê acelerar a tramitação de propostas que permitem responsabilizar criminalmente adolescentes a partir dos 16 anos. A negociação ocorreu após a aprovação da PEC da Segurança Pública, nesta terça-feira (3). As propostas sobre maioridade penal foram retiradas do texto principal e passaram a tramitar separadamente.

Uma das propostas, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), prevê reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em determinados crimes graves. Outra, de Camilo Santana (PT-CE), estabelece 16 anos apenas para crimes hediondos. Apesar do acordo, a votação ainda depende da aprovação de um calendário especial no Senado.

3 de novembro de 2026

Femurn alerta para agravamento da crise e sugere corte de gastos nas prefeituras


A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) recomendou aos prefeitos potiguares que adotem medidas de contenção de despesas, evitem assumir compromissos sem recursos garantidos e priorizem a manutenção dos serviços essenciais.

Em nota divulgada neste domingo 1º, a entidade alertou para o agravamento das dificuldades financeiras das administrações municipais, provocado pela redução de receitas, pelo crescimento dos gastos e pelo aumento das responsabilidades das prefeituras.

O documento é assinado pelo presidente da Femurn e prefeito de Portalegre, José Augusto de Freitas Rêgo (União). Segundo a entidade, as dificuldades já obrigam administrações municipais a adiar ou cancelar eventos, rever investimentos, renegociar contratos e reprogramar pagamentos. “O momento é de cautela, planejamento e união. Precisamos agir agora para evitar que as dificuldades de hoje se transformem em uma crise ainda mais grave amanhã”, afirma a nota.

Nova carteira de identidade já pode ser solicitada pelo celular; veja como


Os brasileiros já podem iniciar pelo celular a solicitação da nova CIN (Carteira de Identidade Nacional), que substitui o antigo RG. O processo varia entre os estados e, em alguns deles, é possível receber o documento em casa, através dos Correios. O documento estabelece o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) como número único de identificação em todo o país, tanto na versão física quanto na digital.

Segundo o Governo Federal, a CIN conta com mecanismos de segurança, como QR Code, e segue padrões internacionais visando unificar, modernizar e aumentar a segurança dos documentos de identidade, dificultando fraudes e ampliando a confiabilidade da identificação civil.

A partir de 2032, a CIN será o documento de identidade padrão em todo o território nacional, de acordo com a Lei nº 14.534, de 11 de janeiro de 2023. Até 28 de fevereiro daquele ano, o RG no modelo antigo continua válido.

Seca já atinge 86% do RN, e El Niño pode agravar situação nos próximos meses


A seca já atinge 86% do território do Rio Grande do Norte, segundo os dados mais recentes do Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Em agosto, o percentual era de 79%.

Além do aumento da área afetada, houve agravamento da intensidade do fenômeno: a parcela do Estado classificada em seca moderada passou de 25% para 61% entre agosto e setembro. O cenário amplia a preocupação com os efeitos do El Niño, que deverá ganhar força nos próximos meses e pode reduzir as chuvas em áreas do Nordeste.

Os números estaduais foram divulgados pela ANA em 19 de outubro. Segundo a agência, a extensão da seca no RN alcançou o maior percentual desde março deste ano, quando 93% do território apresentavam algum grau de estiagem. Já a intensidade registrada em setembro foi a maior desde abril de 2026.

O avanço ocorreu em um período de agravamento das condições climáticas em diferentes estados nordestinos. Entre agosto e setembro, a seca se intensificou em 14 unidades da Federação, incluindo o Rio Grande do Norte. No Nordeste, 96% do território apresentava algum grau de seca em setembro, o maior percentual entre as regiões brasileiras.

A preocupação aumentou com a divulgação, na última quinta-feira 29, de um novo boletim do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por sete órgãos federais, entre eles o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ANA e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

O documento indica que o El Niño deverá atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, com possibilidade de figurar entre os episódios mais intensos registrados desde 1950. A previsão é de permanência do fenômeno pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano.

Focos de incêndio no Brasil aumentam 13,2% em outubro, aponta Inpe


O número de focos de incêndio no Brasil cresceu 13,2% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 32.454 focos, contra 28.678 em outubro de 2025, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Pará liderou o ranking, com 12.457 registros, o equivalente a 38,4% do total nacional. Em seguida aparecem Maranhão, com 4.225 focos; Bahia, com 3.308; e Amazonas, com 2.271.

São Paulo registrou 26 focos, enquanto o Distrito Federal teve 11 e o Rio de Janeiro, cinco. Todos os biomas brasileiros apresentaram ocorrências, com concentração na Amazônia, que somou 18.907 focos. Apesar da alta em outubro, o acumulado de janeiro a outubro chegou a 102.804 focos, uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 104.423.

2 de novembro de 2026

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 7,2% a partir deste domingo (1°)


As companhias aéreas começam novembro com um custo maior para abastecer suas aeronaves. A Petrobras reajustou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1º). O aumento representa R$ 0,45 por litro em relação a outubro.

A Petrobras atualiza os preços do QAV mensalmente, conforme os contratos com as distribuidoras. Em mercados internacionais, os valores podem ser alterados diariamente, acompanhando mais rapidamente as oscilações do mercado.

A estatal explica que a alta no preço acompanha a valorização do combustível no mercado internacional, pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em razão da guerra entre os dois países.

A empresa afirmou que os aumentos acumulados no exterior desde o início dos conflitos foram superiores aos registrados no Brasil. Por isso, considera que o combustível vendido pela estatal permanece competitivo em relação aos preços internacionais.

Governo Lula vai precisar de pelo menos R$ 7,2 bilhões no orçamento para cumprir promessas na educação


O cumprimento das promessas de campanha de Lula (PT) para a educação exigirá pelo menos R$ 7,2 bilhões adicionais no orçamento do Ministério da Educação (MEC). O valor considera apenas a ampliação do Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público e a criação de bolsas para universitários.

A expansão do Pé-de-Meia deverá consumir mais R$ 5 bilhões por ano, elevando o custo do programa de R$ 12 bilhões para R$ 17 bilhões. Já o Pé-de-Meia Universitário tem custo inicial estimado em R$ 4,6 bilhões, com previsão de atender 485 mil estudantes por meio de bolsas mensais de R$ 700 e uma poupança anual de R$ 2.500.

Outras promessas também pressionam as contas da educação, mas ainda não têm custos definidos. Entre elas estão a ampliação da rede de institutos federais, a retomada do Ciência sem Fronteiras — com foco em tecnologia e inteligência artificial — e a universalização do ensino em tempo integral.

O projeto de orçamento de 2027 prevê R$ 246 bilhões para o MEC, aumento nominal de 6% em relação a 2026. O valor, porém, ainda depende de aprovação do Congresso e enfrenta a pressão de despesas já existentes e de outras promessas do governo.

O MEC afirma que estuda alternativas para viabilizar as iniciativas, enquanto o Ministério da Fazenda diz que eventuais ajustes serão encaminhados ao Congresso, respeitando as regras fiscais e a meta de resultado primário.

Fim da escala 6×1 deve afetar serviços e elevar taxas de condomínio em até 15%


O fim da escala 6×1 pode provocar aumento de até 15% nas taxas de condomínio e levar à redução de serviços em prédios de todo o país. Segundo o Sindicato da Habitação, os gastos com mão de obra representam até 70% das despesas condominiais.

Para manter a qualidade dos serviços, muitos condomínios terão de contratar mais funcionários. Outra alternativa é reduzir a frequência de atividades, como a limpeza. A avaliação é do especialista em Direito Imobiliário Ronan Lelis, que aponta ainda o pagamento de horas extras como uma possibilidade para adequar as escalas.

As estimativas indicam que novas contratações podem elevar os custos em 6,9%. Já o pagamento de horas extras representaria um aumento de 8,6%. As mudanças na jornada começam em 15 de dezembro, quando o limite semanal cairá de 44 para 42 horas. Um ano depois, a carga horária será reduzida para 40 horas semanais.

Inflação pode chegar a 6,1% em 2027, enquanto PIB deve crescer apenas 0,5%


O cenário econômico para 2027 ficou mais pessimista após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Instituições financeiras revisaram para cima suas projeções de inflação e reduziram as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), diante dos riscos de aumento dos preços e da incerteza sobre a política fiscal do próximo governo.

O Itaú elevou sua previsão de inflação de 4,6% para 6,1% no próximo ano e reduziu a estimativa de crescimento do PIB de 1,2% para apenas 0,5%. Já o Daycoval pretende aumentar sua projeção de 4,2% para 4,7%. A Lifetime Investimentos também trabalha com uma inflação superior a 5%. O cenário é ainda mais preocupante para o ASA, que prevê crescimento próximo de zero em 2027 e não descarta uma recessão, dependendo da evolução das expectativas do mercado.

Fatores que pressionam a inflação

Entre os principais fatores de pressão sobre a inflação estão a alta do dólar, que avançou 9,17% na semana seguinte à eleição; o possível fim da escala 6×1, que pode elevar os custos das empresas com a contratação de funcionários; e os efeitos do El Niño sobre a produção e os preços dos alimentos. Também preocupam a implementação da reforma tributária, diante de uma alíquota da CBS superior à esperada, e o aumento dos combustíveis, pressionados pela permanência do petróleo acima de US$ 100 e pela retomada de impostos federais com o fim dos subsídios.

Política fiscal e aumento dos gastos públicos

Outro ponto de preocupação é a política fiscal. Investidores temem que Lula mantenha uma estratégia de aumento dos gastos públicos, dificultando o controle da dívida e pressionando ainda mais os preços. A indefinição sobre o futuro ministro da Fazenda e os rumos da política econômica também aumenta a cautela do mercado.

A projeção mediana do boletim Focus ainda aponta inflação de 4,34% em 2027, mas o número vem sendo revisado para cima. Na avaliação de economistas, sem medidas para equilibrar as contas públicas, as expectativas inflacionárias podem continuar aumentando nos próximos anos. Além da inflação, a manutenção de juros elevados tende a prejudicar o consumo, os investimentos e o acesso ao crédito, ampliando o risco de desaceleração da economia brasileira.

Banco Central decide na quarta-feira (4) nova taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano


A taxa básica de juros da economia brasileira volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (4), quando o Banco Central anunciará a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o novo patamar da Selic. Atualmente em 13,75% ao ano, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual na reunião de setembro. A decisão leva em consideração fatores como inflação, atividade econômica, mercado de trabalho, contas públicas e cenário internacional.

O mercado financeiro acompanha a possibilidade de um novo corte. Segundo o último Boletim Focus, a expectativa das instituições financeiras é que a Selic encerre 2026 em 13,25%. A projeção não representa uma garantia de redução nesta reunião.

O que é a Selic e como ela afeta o bolso

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Quando os preços estão pressionados, juros mais altos encarecem o crédito e tendem a reduzir o consumo. Já os cortes buscam estimular empréstimos, investimentos e atividade econômica.

Uma eventual redução pode favorecer quem pretende contratar empréstimos ou financiamentos, mas o repasse não é automático. As instituições financeiras também consideram riscos de inadimplência, impostos e custos operacionais. Contratos com juros fixos já assinados não têm suas parcelas alteradas apenas pela mudança da Selic. No cartão de crédito e no cheque especial, os juros também podem ser influenciados pela taxa básica, mas costumam permanecer muito acima dela.

Impacto nos investimentos

A queda da Selic tende a reduzir gradualmente os rendimentos de aplicações atreladas ao CDI e de títulos pós-fixados, como CDBs e Tesouro Selic. A rentabilidade também depende de impostos e taxas. Na poupança, porém, a regra permanece a mesma enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano: rendimento de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR).

Inadimplência no Brasil chega a 84,2 milhões de pessoas, aponta Serasa; dívida média é de R$ 7 mil


O número de brasileiros com contas em atraso chegou a 84,2 milhões em setembro, o maior já registrado pela Serasa. O total representa um aumento de 6% em relação ao mesmo mês de 2025 e supera os 83,9 milhões registrados em agosto. Os dados fazem parte do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, divulgado pela Serasa e publicado pelo portal UOL nesta segunda-feira (2). Desde 2020, o número de consumidores negativados cresceu 34,17%.

As dívidas acumuladas somam R$ 597,4 bilhões, alta de 0,9% em relação a agosto. Em média, cada pessoa inadimplente deve R$ 7.093,83, valor equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos. Bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela das dívidas, com 27,16% do total. Em seguida aparecem as financeiras, com 20,66%, e as contas básicas de água, luz e gás, que representam 20,32%.

Entre os inadimplentes, 50,5% são mulheres e 49,5% homens. A faixa etária de 41 a 60 anos concentra a maior parcela, com 35,7%, seguida pelos brasileiros de 26 a 40 anos (33,2%). Pessoas acima de 60 anos representam 20,1%, enquanto os jovens de 18 a 25 anos correspondem a 11% do total.

Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores


O Brasil registrou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, número que já supera os totais anuais de 2020 a 2023. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no painel de violência contra a mulher do DataJud. O volume representa um recorde para os primeiros nove meses do ano. Em 2025, foram registrados 842.927 casos no mesmo período. Em 2024, o total havia sido de 755.126. Na série histórica, os registros passaram de 597.824 em 2020 para 692.620 em 2021, 755.098 em 2022, 916.790 em 2023, 1.014.792 em 2024 e 1.133.894 em 2025.

Os dados incluem ocorrências de violência física e psicológica, lesões cometidas em razão da condição de mulher e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos de feminicídio são contabilizados separadamente e não entram nesse levantamento. São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 registros até 30 de setembro. Na sequência aparecem Paraná, com 94.690 casos, e Minas Gerais, com 83.762.

29 de outubro de 2026

PL deve lançar Rogério Marinho à presidência do Senado na quarta-feira (4)


O Partido Liberal (PL) deve oficializar na quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. A decisão deve ser tomada após uma reunião da sigla com parlamentares em exercício e eleitos. Se confirmada, a candidatura colocará Marinho na disputa contra o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição.

O PL deverá ter a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 parlamentares, mas precisará negociar apoio de outras siglas para viabilizar a candidatura. Alcolumbre, por sua vez, articula a própria recondução ao cargo e conta com o apoio declarado da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Para vencer a eleição, são necessários ao menos 41 votos, caso todos os 81 senadores participem da votação.

A eleição para a presidência do Senado e os demais cargos da Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando termina o mandato de Alcolumbre. As negociações envolvem partidos da base governista e da oposição, que buscam ampliar sua participação no comando da Casa.

Cadu Xavier coloca reequilíbrio das contas do Estado como prioridade de seu governo


O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), já definiu uma das principais prioridades de sua futura administração: reequilibrar as contas públicas do Estado. Para ele, a recuperação financeira será fundamental para colocar em prática os projetos de desenvolvimento, geração de empregos e melhoria dos serviços públicos.

“Nosso projeto é um projeto de desenvolvimento, de geração de emprego, de melhorias nos serviços públicos, mas isso passa necessariamente pelo equilíbrio das nossas contas, não tem outro caminho para você fazer isso”, afirmou Cadu. O governador eleito reconheceu que encontrará dificuldades financeiras e deixou claro que não pretende ignorar a situação fiscal do Rio Grande do Norte.

“Nesse processo todo eu nunca neguei a dificuldade do Estado, a gente sabe o que vai enfrentar nos próximos anos, eu tenho compromisso com isso. E pra tudo acontecer conforme nossas propostas, a gente precisa reequilibrar as contas do Estado, senão nada vai acontecer”, declarou.

Pelas declarações, Cadu Xavier coloca a reorganização financeira do Estado como condição para avançar nas demais áreas. O desafio será conciliar o equilíbrio das contas públicas com os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

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