De acordo com Bristot, a proximidade com a mudança de estação e o aquecimento intenso da faixa equatorial criam condições propícias para chuvas. “O dia de São José fica próximo ao período de transição entre o verão e o outono. Nesse momento, os raios solares incidem de forma perpendicular sobre essa região, aumentando o aquecimento e gerando uma baixa pressão atmosférica que favorece a ocorrência de chuvas”, detalha.
A relação entre precipitações nessa data e um bom período chuvoso ao longo do ano não é apenas uma questão de crença popular, mas também tem embasamento científico. Segundo Bristot, a zona de convergência intertropical, responsável pelas chuvas na região, se desloca para o Nordeste nesse período, criando um ambiente favorável para a formação de precipitações. “Se há condições propícias nos oceanos, esse é o período mais sensível da atmosfera para a ocorrência de chuvas na região”, afirma.
Para este ano, a expectativa é positiva, ainda que algumas regiões do estado apresentem déficits pluviométricos. “O Oceano Pacífico está saindo de um fenômeno La Niña fraco para uma neutralidade, enquanto o Atlântico Norte resfriou levemente. Esse cenário indica uma condição parcialmente favorável para chuvas”, explica o meteorologista. Dados da EMPARN apontam que, em algumas regiões do estado, as chuvas já superaram a média de março, especialmente no Litoral Leste, onde o índice está 8% acima do esperado.