O cenário preocupa às vésperas do São João, período marcado pelo aumento do risco de acidentes com fogo e explosivos. “Se acontecer um acidente com múltiplas vítimas, é um grande problema”, afirmou o coordenador do CTQ, Marco Almeida, à Tribuna. Dados repassados pela Defensoria Pública do RN mostram avanço da demanda. O número de internações por queimaduras teria passado de cerca de 80 para 160 casos nos últimos seis meses.
Segundo o órgão, também houve aumento nos óbitos ligados a queimaduras: de um caso registrado em 2024 para entre seis e oito ocorrências nos primeiros meses de 2026. A Defensoria aponta ainda problemas estruturais e operacionais na unidade, incluindo goteiras, leitos desativados, déficit de profissionais, falta de insumos e mudanças improvisadas em setores de atendimento.
Reforma tem apenas 1% concluída
A reforma do CTQ começou em agosto de 2024, com contrato de R$ 1,2 milhão. Conforme a direção do centro, porém, apenas cerca de 1% da obra foi executado até agora. Em coletiva nesta semana, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a paralisação ocorreu após descumprimento contratual da empresa responsável pela obra. Segundo ele, o Governo do Estado abriu processo de distrato e tenta viabilizar a convocação de outra empresa para assumir os serviços.
