Em sua nota, o artista detalhou que o espetáculo foi contemplado em editais públicos de fomento. O projeto recebeu apoio financeiro federal, proveniente do Governo Federal (gestão Lula) via Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc. Além disso, houve investimento estadual, por meio do Governo do Estado (gestão Fátima Bezerra), via Fundação José Augusto (FJA) e Secretaria de Estado da Cultura do RN. O texto sublinha que o processo seguiu a tramitação regular de seleção pública, com foco no fomento à dança e no apoio à cultura negra.
Diante da avalanche de críticas em plataformas digitais, Alexandre Américo defendeu vigorosamente o caráter conceitual de sua pesquisa, fruto de mais de uma década de dedicação à dança contemporânea e à experimentação corporal. Ele enfatizou que a nudez é parte integrante da estética da obra, desprovida de qualquer conotação erótica ou sexual.
O coreógrafo também rechaçou acusações de inadequação, reforçando que todas as sessões, realizadas entre os dias 11 e 13 de maio de 2026, seguiram uma classificação indicativa estrita para maiores de 18 anos. A nota explicita que a restrição de idade foi claramente comunicada nos materiais de divulgação e no controle de acesso à sala, assegurando que crianças e adolescentes não tivessem contato com a performance no ambiente acadêmico. Mestre em Artes Cênicas e doutorando em Educação pela UFRN, Alexandre Américo expressou seu lamento pela “deturpação e desinformação” que, segundo ele, têm sido propagadas por conteúdos na internet e em emissoras de TV.
