Segundo a minuta divulgada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a energia seria contratada ao valor de R$ 540,27 por megawatt-hora (MWh), cerca de 50,2% acima da média registrada em leilões recentes para usinas movidas a carvão. Representantes do setor elétrico avaliam que a diferença poderá ser incorporada aos encargos do sistema e, posteriormente, refletir nas tarifas pagas pelos consumidores.
A contratação ocorre após uma mudança na legislação aprovada pelo Congresso Nacional que permitiu a continuidade de determinadas usinas a carvão com contratos até 2040. Embora a norma não cite diretamente a J&F, a usina de Candiota se enquadra nos critérios estabelecidos pela lei. O MME afirma que a medida segue uma determinação legal aprovada pelo Legislativo.
A proposta também recebeu críticas de especialistas e ambientalistas, que questionam a manutenção de uma fonte de energia considerada mais cara e mais poluente em meio aos compromissos de redução do uso de combustíveis fósseis. O ministério, por outro lado, afirma que a usina tem papel estratégico para garantir segurança energética e estabilidade no fornecimento de eletricidade.
Até a publicação desta matéria, o governo não havia divulgado uma estimativa oficial sobre o possível impacto da contratação na conta de luz dos consumidores. A J&F também não havia apresentado posicionamento oficial sobre a proposta.
