Antes dele, José Inácio Alexandre, Eliza Clívia e Gabriel Diniz também perderam a vida em diferentes circunstâncias, deixando um legado na música nordestina. Além dos cantores, o guitarrista Edivan Paulo da Silva também morreu enquanto integrava a banda.
Acidentes marcaram a trajetória da banda
A primeira grande tragédia envolvendo integrantes da Cavaleiros do Forró aconteceu em 2004. O cantor José Inácio Alexandre morreu em um grave acidente entre dois ônibus na BR-304, no Rio Grande do Norte, quando a banda seguia para cumprir agenda de apresentações.
Na mesma colisão, também morreu o guitarrista Edivan Paulo da Silva. Após o acidente, Neto Araújo foi convidado pelo empresário Alex Padang para assumir os vocais da banda, substituindo Inácio Alexandre.
Anos depois, em junho de 2017, outra perda abalou o grupo. A cantora Eliza Clívia morreu aos 36 anos em um acidente de trânsito em Aracaju (SE), poucos meses após deixar a banda para seguir carreira solo. O marido dela, o baterista Sérgio Ramos, também morreu na colisão.
Gabriel Diniz também passou pela Cavaleiros
Em maio de 2019, a música brasileira voltou a ser surpreendida com a morte de Gabriel Diniz. O cantor morreu aos 28 anos após a queda de uma aeronave de pequeno porte em Sergipe. Antes de conquistar sucesso nacional com o hit Jenifer, Gabriel integrou a Cavaleiros do Forró entre 2010 e 2011. Na época de sua morte, a banda prestou homenagem ao artista nas redes sociais, destacando sua contribuição para a história do grupo.
Com a morte de Neto Araújo, a Cavaleiros do Forró soma quatro ex-vocalistas falecidos, além de um músico da banda, em uma sequência de perdas que marcou a trajetória do grupo ao longo de mais de duas décadas.
Trajetória e homenagens a Neto Araújo
Natural de Pendências, Neto Araújo iniciou a carreira ainda jovem e ganhou projeção ao integrar a Cavaleiros do Forró em 2004. Na banda, gravou sucessos como Não Pegue Esse Avião, Avisa a Ela e Mar de Doçura, esta última em dueto com Eliza Clívia. Ao longo da carreira, também passou pelas bandas Casadões do Forró, Cavalo de Aço, Gatinha Manhosa e Collo de Menina, além de ter desenvolvido projetos em carreira solo.
Após a confirmação da morte, artistas e bandas lamentaram a perda. A Collo de Menina destacou que o cantor "marcou para sempre a história da banda". A Cavaleiros do Forró afirmou que Neto deixou "sua voz, seu talento e sua dedicação" em uma fase importante do grupo.
Cantores como Xand Avião e Henry Freitas, além das bandas Gatinha Manhosa e Grafith, também prestaram homenagens. A Prefeitura de Pendências publicou nota de pesar, ressaltando a importância do artista para a cultura local e para a história do forró potiguar.
