De janeiro a maio, o déficit acumulado soma R$ 44,4 bilhões, revertendo o superávit de R$ 32,9 bilhões registrado no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o saldo negativo alcança R$ 142,3 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB.
Segundo o Tesouro, as despesas cresceram 9,4% em termos reais, acima do avanço de 5,5% da receita líquida. O maior impacto veio das despesas discricionárias, que aumentaram 128,6%, impulsionadas principalmente pelos gastos com Saúde. Pelo lado das receitas, a arrecadação de dividendos e participações caiu 76,4%, enquanto as receitas com exploração de recursos naturais cresceram 84,5%, favorecidas pela alta do preço do petróleo.
O déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foi de R$ 60,7 bilhões em maio, alta real de 3,1% na comparação anual. O Tesouro também estima uma insuficiência de R$ 180,3 bilhões para cumprir a regra de ouro em 2026, o que exigirá autorização do Congresso para emissão de dívida destinada ao financiamento de despesas correntes.
