Segundo o relatório citado pela coluna, a PF afirma que a atuação atribuída ao senador não se resumiria a um episódio isolado, mas a um “padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal” em temas ligados aos negócios conduzidos pelo empresário Daniel Vorcaro. De acordo com a investigação, Jaques Wagner teria atuado em favor de interesses do conglomerado financeiro entre 2022 e 2025.
O relatório também menciona reuniões para tratar de pautas consideradas estratégicas para o banco, incluindo discussões sobre mudanças relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A coluna afirma ainda que, apesar de negar relação com Daniel Vorcaro, o senador teria enviado mensagens ao ex-sócio Augusto Lima questionando sobre a situação do banco.
O conteúdo dessas conversas integra o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal no relatório encaminhado ao STF. Até o momento, Jaques Wagner nega irregularidades e qualquer atuação indevida em favor do Banco Master. As conclusões mencionadas no relatório fazem parte das investigações em andamento e ainda dependem de análise das instâncias competentes.
