Nas eleições seguintes, Lula somou 46,4% em 2002, 48,6% em 2006 e 48,4% em 2022. Neste ano, o resultado ficou 3,2 pontos percentuais abaixo do obtido há quatro anos. Entre 2022 e 2026, Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos. Ele foi derrotado em Minas Gerais, estado que deu maioria a todos os presidentes eleitos desde 1989.
Flávio superou em cerca de 5 milhões de votos o desempenho do pai em 2022. Jair Bolsonaro teve 51,1 milhões de votos naquele ano, ou 43,2% dos válidos. No Senado, o PL elegeu 19 senadores e chegará a 28 cadeiras em 2027, somando os nove com mandato em curso. O Novo elegerá três, e as duas bancadas totalizam 31 senadores, quase 40% do plenário.
Dois dos três senadores do Novo, Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR), apoiaram Flávio no primeiro turno. Damares Alves (Republicanos-DF) e Guilherme Derrite (PP-SP) também integram o grupo bolsonarista fora do PL. O PT manteve suas dez cadeiras, mas a esquerda terá três a menos no total. O PSB passou de sete para três, o PDT de dois para uma, e a Rede de zero para uma. O PSD, do centrão, perdeu nove vagas.
O PL governa hoje um estado, Santa Catarina. Em 2027, terá ao menos cinco: Paraná (Sergio Moro), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique), Rio Grande do Sul (Zucco) e Santa Catarina (Jorginho Mello, reeleito). O partido também disputa o segundo turno no Rio de Janeiro e no Amazonas, com Douglas Ruas e a Professora Maria do Carmo. No Rio, Ruas teve 49,3% e precisa de menos de um ponto para ser eleito, contra Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula.
