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20 de agosto de 2026

Após Casas Bahia, agora é a vez do Bradesco: banco fecha 324 agências e demite 2,4 mil funcionários


Depois de notícias recentes sobre cortes e reestruturações em grandes empresas brasileiras, o Bradesco também reduziu de forma significativa sua estrutura física e o número de funcionários. Entre junho de 2025 e junho de 2026, o banco fechou 324 agências e eliminou aproximadamente 2,4 mil postos de trabalho. No mesmo período, a instituição registrou lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 16,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além das agências, o Bradesco também reduziu centenas de outros pontos de atendimento. O movimento faz parte de uma reestruturação que vem sendo adotada pelo setor bancário diante do crescimento dos aplicativos, internet banking e outros serviços digitais.

O banco afirma que a mudança está relacionada principalmente à transformação no comportamento dos clientes, que passaram a realizar cada vez mais operações pelo celular e deixaram de frequentar as unidades físicas com a mesma intensidade de anos anteriores. A redução ocorre mesmo com crescimento da base de clientes. O Bradesco chegou a aproximadamente 110,4 milhões de clientes, cerca de 300 mil a mais em um período de 12 meses.

Representantes de trabalhadores do setor bancário criticam os cortes e argumentam que o crescimento do lucro deveria permitir a manutenção de mais empregos e unidades presenciais. O Bradesco, por outro lado, nega que esteja promovendo uma demissão em massa e afirma que a redução faz parte da adaptação de sua estrutura ao avanço dos canais digitais. O caso reforça uma tendência que já vem atingindo diferentes setores da economia: empresas ampliam investimentos em tecnologia e serviços digitais enquanto reduzem lojas, agências e postos de trabalho presenciais.

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