Além das agências, o Bradesco também reduziu centenas de outros pontos de atendimento. O movimento faz parte de uma reestruturação que vem sendo adotada pelo setor bancário diante do crescimento dos aplicativos, internet banking e outros serviços digitais.
O banco afirma que a mudança está relacionada principalmente à transformação no comportamento dos clientes, que passaram a realizar cada vez mais operações pelo celular e deixaram de frequentar as unidades físicas com a mesma intensidade de anos anteriores. A redução ocorre mesmo com crescimento da base de clientes. O Bradesco chegou a aproximadamente 110,4 milhões de clientes, cerca de 300 mil a mais em um período de 12 meses.
Representantes de trabalhadores do setor bancário criticam os cortes e argumentam que o crescimento do lucro deveria permitir a manutenção de mais empregos e unidades presenciais. O Bradesco, por outro lado, nega que esteja promovendo uma demissão em massa e afirma que a redução faz parte da adaptação de sua estrutura ao avanço dos canais digitais. O caso reforça uma tendência que já vem atingindo diferentes setores da economia: empresas ampliam investimentos em tecnologia e serviços digitais enquanto reduzem lojas, agências e postos de trabalho presenciais.
