Durante a fala, Zezo questionou a ideia de que artistas deveriam se limitar aos palcos e não poderiam expressar posicionamentos políticos. “Eu sou artista, mas eu não posso falar de política?”, questionou. Em seguida, destacou que também vota e, como qualquer cidadão, é responsável pelas escolhas feitas nas urnas. “Antes de ser artista e ser cantor, eu sou cidadão. Eu voto, eu também sou responsável pelo político que eu vou colocar, seja como deputado, seja como senador, seja como presidente”, afirmou.
Zezo também criticou a reação de parte do público diante das opiniões políticas de pessoas famosas. Segundo ele, a discordância muitas vezes acaba se transformando em ataques pessoais e até em cobranças para que o artista deixe de seguir ou acompanhar determinadas pessoas por causa de suas posições políticas.
Para o cantor, o direito de cada cidadão escolher seus candidatos deveria ser respeitado, mesmo quando as escolhas são diferentes. “Você vota em Chico, eu voto em Francisco. E você vota em João, eu voto em Antônio. E daí? É o direito de cada um”, declarou. Em tom mais contundente, Zezo questionou ainda se a sociedade brasileira estaria realmente respeitando os princípios democráticos.
“Nós estamos ainda em um país democrático, mas as pessoas não respeitam”, disse. O cantor defendeu que a democracia pressupõe justamente a possibilidade de opiniões diferentes coexistirem, inclusive entre pessoas que possuem visibilidade pública.
A declaração repercutiu entre os seguidores do artista e reacende uma discussão recorrente nas redes sociais: até que ponto artistas e outras figuras públicas devem separar sua atuação profissional de suas opiniões políticas. Para Zezo, a resposta é clara: o fato de subir ao palco para cantar não retira dele o direito de exercer sua cidadania e participar do debate sobre os rumos do país.
