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13 de outubro de 2026

PCO, Partido da Causa Operária, rompe com Lula


O Partido da Causa Operária (PCO), de extrema-esquerda, decidiu orientar seus eleitores a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial deste ano, em que o presidente Lula (PT) enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A posição foi aprovada pela 39ª Conferência Nacional da legenda, realizada no domingo, 11, em São Paulo, após debate entre os delegados do partido.

O PCO afirma que o cenário deste ano é diferente daquele que levou a legenda a apoiar Lula nas eleições anteriores. Na avaliação da direção do partido, o terceiro mandato aproximou o petista de setores do Supremo Tribunal Federal (STF), da direita tradicional e do que o partido chama de interesses do “grande capital”.

O PCO cita a política econômica do governo, critica o arcabouço fiscal e acusa a gestão petista de favorecer os interesses dos bancos. A direção também menciona os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo em seu balanço. Além disso, critica a política externa adotada pelo Brasil em relação à Palestina e à Venezuela.

O PCO diz reconhecer que um governo de Flávio Bolsonaro poderia, em sua avaliação, ampliar medidas contrárias aos trabalhadores, mas rejeita usar esse risco como justificativa para apoiar Lula. A legenda critica a estratégia eleitoral do chamado “mal menor”.

Segundo o PCO, o apoio a Lula nas eleições anteriores estava ligado ao cenário aberto pela prisão do petista, sua exclusão da disputa de 2018 e pela reação ao que a legenda chama de “golpe” contra Dilma Rousseff (PT). Para o partido, esse contexto já não existe em 2026. A orientação para votar nulo aprovada pela sigla vale também para as disputas a governos estaduais restantes.

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