As apreensões envolvem tanto medicamentos autorizados no Brasil para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, como tirzepatida e semaglutida, quanto substâncias importadas sem documentação ou não aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), configurando irregularidades sanitárias e crime de contrabando.
Em abril, uma operação conjunta entre a PF e a Anvisa em 12 estados identificou movimentações irregulares envolvendo tirzepatida que somaram R$ 4,8 milhões, quantidade suficiente para produzir mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis. Na ação, também foram apreendidos mais de 17 mil frascos manipulados de forma irregular.
Segundo a Polícia Federal, parte dos medicamentos entra no Brasil por rotas terrestres na fronteira com o Paraguai, principalmente pela Ponte da Amizade, entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu. Em seguida, os produtos seguem por rodovias federais ou voos domésticos para diferentes regiões do país. As investigações indicam que o esquema envolve perfis variados de compradores e transportadores, incluindo pessoas que adquirem os medicamentos para uso próprio e outras que atuam na revenda ilegal.
