O avanço do Pix explica a queda no uso de dinheiro físico no país. O sistema consolidou os pagamentos de conta a conta como 42% das transações no e-commerce e 34% do valor movimentado nos pontos de venda em 2025. Outros países da região também ampliaram o uso de pagamentos instantâneos por transferência direta. Na Argentina, o sistema Transferencias 3.0 respondeu por 15% do e-commerce e 10% dos pontos de venda, enquanto a Colômbia lançou o Bre-B em 2025.
Apesar do crescimento do Pix, o uso de carteiras digitais no Brasil e na América Latina segue abaixo da média mundial. Na região, essas carteiras representaram 23% do valor transacionado no e-commerce e 16% nos pontos de venda, contra 56% e 33% no mundo. Aplicativos como Mercado Pago e PayPal mantêm presença relevante no mercado latino-americano, ao lado de carteiras digitais locais como Nequi, na Colômbia, e Yape, no Peru. O relatório projeta expansão desse meio de pagamento na região nos próximos anos.
