Na ocasião, o presidente estadual do MDB afirmou que a legenda potiguar apoiaria a reeleição de Lula. A declaração foi divulgada em nota no dia 19 de janeiro, quando Walter anunciou que não assumiria o Governo do Estado e que disputaria uma vaga de deputado estadual.
“Ainda sobre as Eleições 2026, ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT)”, declarou Walter.
O compromisso foi anunciado no mesmo documento em que Walter comunicou o rompimento político com a governadora Fátima Bezerra e informou que o MDB potiguar caminharia, na disputa estadual, com a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e com o PSD. Naquele momento, ele separava a aliança estadual do apoio à candidatura de Lula.
Henrique cobra coerência
Diante da ausência de uma manifestação pública da direção potiguar em favor de Lula, Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados e uma das figuras históricas do MDB, cobrou um posicionamento nesta terça-feira (13), em publicação na rede social X, antigo Twitter. “Já que o MDB não se manifestou publicamente assumo responsabilidade em nome dos meus 52 anos de Partido. O MDB sempre apoiou Lula e até indicou o vice de Fátima a pedido dele! Pres.
Baleia, pela coerência, história e democracia, MDB do RN de novo com Lula! Atenção MDB de todo Estado!”, escreveu. A cobrança ocorreu no mesmo dia em que Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia assinaram uma manifestação conjunta em defesa da reeleição do presidente.
O MDB do Rio Grande do Norte não aparece entre os signatários do documento e agora está alinhado ao movimento favorável a Flávio Bolsonaro. A posição, no entanto, contrasta com o compromisso anunciado por Walter no início do ano e evidencia a divergência dentro da própria legenda, explicitada pela manifestação de Henrique em defesa de Lula. O Diário do RN procurou Walter Alves para esclarecer a mudança de posicionamento, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.
