Os dados mostram ainda piora na inadimplência. Entre junho e julho, a parcela de famílias com contas em atraso subiu de 38,3% para 38,5%, enquanto a proporção das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas passou de 17,6% para 17,8%. Segundo a CNC, muitas famílias continuam recorrendo ao crédito para complementar o orçamento. “É como se o crédito fosse um puxadinho do orçamento”, afirmou o economista-chefe da entidade, Fábio Bentes.
Outro fator de pressão é o custo do crédito. Com juros elevados, consumidores de baixa renda acabam recorrendo a modalidades mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, o que aumenta o risco de inadimplência. Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) também apontou aumento do estresse financeiro entre as famílias de menor renda e queda na confiança do consumidor nesse grupo.
