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1 de setembro de 2026

Dívida bruta sobe para R$ 10,9 trilhões e atinge 82,5% do PIB, maior patamar desde 2021


A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB, informou o Banco Central nesta segunda-feira (31). É o maior patamar desde abril de 2021, quando a dívida estava em 82,6% do PIB. O Governo Geral compreende o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais.

No acumulado de 2026, a dívida aumentou 3,9 pontos percentuais em relação ao PIB. Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a Presidência, em janeiro de 2023, a dívida correspondia a 71,38% do PIB. Em junho, a relação era de 81,9%. A alta de 0,6 ponto percentual no mês foi puxada principalmente pelos juros nominais, que acrescentaram 0,8 ponto, e pelas emissões líquidas de dívida, com impacto de 0,2 ponto. O crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto.

Apesar da alta do endividamento, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. O governo central teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto governos regionais e estatais registraram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão.

Em 12 meses até julho, porém, o setor público acumulou déficit primário de R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB. No mesmo período, os juros nominais somaram R$ 1,15 trilhão, ou 8,67% do PIB, levando o déficit nominal a R$ 1,24 trilhão (9,34% do PIB).

PESQUISA BTG/NEXUS: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no 2° turno; Augusto Cury cresce e se consolida em 3° no 1° turno


A nova pesquisa BTG/Nexus aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que registra 33%, mas indica que os dois estão empatados tecnicamente no 2° turno (Lula tem 46% contra 45% de Flávio). A principal novidade do levantamento é o forte avanço de Augusto Cury, candidato do Avante, que saltou de 2% para 11% em uma semana, isolando-se na terceira posição.

O movimento de Cury também aparece na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos. Nesse caso, o escritor passou de 1% para 8%. Lula marca 37%, ante 38% na semana anterior, e Flávio tem 30%, depois de registrar 31%. Os indecisos recuaram de 15% para 13%. A pesquisa é a primeira rodada da Nexus realizada depois do primeiro debate na televisão, das entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional e do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Rejeição e Avaliação do Governo

Flávio Bolsonaro lidera numericamente a rejeição com 50%, seguido de perto por Lula com 49%. Na avaliação do Executivo, a aprovação recuou de 48% para 46%, enquanto a desaprovação subiu para 51%, configurando o maior saldo negativo desde maio.

Quem aparece depois de Lula, Flávio e Augusto Cury?

A distância entre Cury e os demais candidatos aumentou no principal cenário estimulado. Ronaldo Caiado aparece com 5%, mesmo percentual da rodada anterior, enquanto Renan Santos permanece com 3%. Romeu Zema passou de 3% para 1%. Samara registra 1%. Os demais candidatos aparecem com menos de 1%. Brancos, nulos ou nenhum somam 3%, e outros 3% não souberam ou não responderam.

A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre 28 e 30 de agosto e ouviu 2.005 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.

Governo não prevê reajuste do Bolsa Família em Orçamento de 2027


O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31/8), não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família para o próximo ano. O programa deve ter os benefícios mantidos nos níveis atuais, sem correção pela inflação ou aumento real. A decisão ocorre em um contexto de maior rigor fiscal. O governo trabalha com a meta de alcançar superávit nas contas públicas e, para isso, tem buscado conter o crescimento das despesas obrigatórias.

De acordo com os números apresentados no Orçamento, o Bolsa Família seguirá como uma das principais despesas federais, com previsão de cerca de R$ 157 bilhões em 2027. Desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa não teve reajuste no valor base do benefício. Embora o programa tenha sido reestruturado e ampliado em relação a regras de elegibilidade e benefícios adicionais, os valores nominais pagos por família não foram atualizados por correção inflacionária desde a reformulação do programa.

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