O índice considera como patamar mínimo 300 pontos no Saeb, nível necessário para resolver problemas simples do dia a dia, como porcentagens e leitura de gráficos. Abaixo disso, os estudantes enfrentam dificuldades em tarefas básicas.
Estados tiveram quedas acentuadas
Mesmo os estados que lideravam o ranking antes da pandemia registraram forte recuo:
São Paulo: de 35,2% para 24,7%
Paraná: de 33,6% para 28,1%
Goiás: de 34,2% para 27,0%
Distrito Federal: de 33,4% para 22,5%
O RN ocupa a 14º posição no ranking com 16,5%, abaixo da média nacional.
Norte e Nordeste concentram piores índices
As menores taxas estão nessas regiões. Em 2023:
Amapá: 8,2%
Pará: 10,0%
Amazonas: 10,2%
Maranhão: 10,4%
Bahia: 11,5%
Português tem leve melhora
Diferentemente da matemática, o desempenho em língua portuguesa subiu levemente, de 27,2% para 27,9% no período. Ainda assim, nenhum estado alcança 40% em matemática, patamar que alguns já se aproximam em português. Apenas 15,5% dominam as duas disciplinas
O levantamento mostra que só 15,5% dos jovens concluíram o ensino médio na idade correta com aprendizado mínimo simultâneo em português e matemática. Apesar do cenário negativo, o IIE avalia que o sistema educacional tem capacidade de recuperação, desde que haja políticas focadas nas lacunas de aprendizagem e no enfrentamento das desigualdades regionais e raciais.

