Lulinha passou a ser alvo direto da comissão ainda no ano passado, quando parlamentares da esquerda se mobilizaram para barrar sua convocação. Mesmo assim, o relator insistiu nas medidas e voltou a protocolar pedidos para aprofundar a apuração sobre a suposta ligação dele com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central no esquema investigado.
Além do filho do presidente, a CPMI também pretende ampliar o foco das investigações sobre a família do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citado em outro episódio considerado sensível dentro das apurações. Parlamentares classificam o cenário como um “caldeirão de escândalos”, com desdobramentos políticos e financeiros.
As oitivas devem ser retomadas na próxima quinta-feira (5), com depoimentos previstos de Daniel Vorcaro, Maurício Camisotti, da Total Health, e Gilberto Waller Junior, ligado ao INSS. A expectativa é que a comissão avance na coleta de informações e defina novos alvos à medida que os trabalhos evoluam.

