Entre os reservatórios que apresentaram maior recarga está a barragem Campo Grande, em São Paulo do Potengi, que passou de 44,76% para 52,94% da capacidade, um aumento de 8,18 pontos percentuais. O açude Japi II, em São José do Campestre, também teve crescimento significativo, subindo de 7,26% para 11,57%. O maior avanço proporcional foi registrado no açude público de Currais Novos, que saltou de 4,26% para 13,95% da capacidade total.
A barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do estado, acumula atualmente 112,8 milhões de m³, o equivalente a 15,20% da capacidade, apresentando aumento em relação ao último levantamento. Já o maior manancial do RN, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, armazena 1,01 bilhão de m³, correspondentes a 42,93% da capacidade, mantendo-se em patamar estável. A barragem Santa Cruz do Apodi segue sem alteração em relação ao levantamento anterior, com 53,60% da capacidade total.
Situação crítica persiste em parte dos reservatórios
Apesar do leve aumento geral, o relatório aponta que 21 reservatórios seguem com volumes inferiores a 10% da capacidade, embora esse número tenha diminuído em relação ao início de fevereiro, quando eram 25. Entre os casos mais críticos estão os açudes Itans, em Caicó, e Mundo Novo, também em Caicó, ambos secos. Outros mananciais seguem em situação preocupante, como Passagem das Traíras (0,03%), Sabugi (1,06%), Lulu Pinto (0,01%) e Jesus Maria José (0,06%).
Segundo o Igarn, o monitoramento contínuo dos reservatórios é essencial para orientar o planejamento hídrico do estado, garantindo o abastecimento humano e o uso sustentável da água, especialmente diante das irregularidades climáticas no semiárido potiguar.

