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11 de fevereiro de 2026

Femurn quer limitar valores de cachês pagos por prefeituras

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) iniciou articulações para estabelecer um limite máximo nos cachês de bandas e artistas contratados por prefeituras para eventos públicos. A iniciativa surge diante da crescente elevação dos valores cobrados, o que tem pressionado os orçamentos municipais. Segundo o presidente da entidade, Babá Pereira, a proposta acompanha uma tendência que já vem sendo adotada em outros estados. 

Ele destacou que, em muitos casos, os preços praticados por atrações musicais aumentam rapidamente, dificultando a manutenção das programações festivas pelos municípios. A avaliação é de que os custos chegaram a um patamar considerado insustentável.

A Femurn pretende formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público de Contas, com o objetivo de definir parâmetros e orientar as gestões municipais quanto aos limites de pagamento e à responsabilidade fiscal nas contratações.

Na Bahia, por exemplo, já foi fixado um teto de R$ 300 mil por apresentação, e a tendência é que outras unidades da federação adotem medidas semelhantes. No Rio Grande do Norte, o tema ganhou destaque após o volume expressivo de despesas com festas populares: somente no último ano, as prefeituras destinaram cerca de R$ 192 milhões para o pagamento de cachês artísticos.

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