O Sicramirn explica que o aumento ocorre após o setor absorver sucessivas altas na estrutura de custos nos últimos meses, incluindo o custo de envase, da distribuição e revenda em toda a cadeia produtiva. Atualmente, o garrafão é vendido ao consumidor final no estado com preços que variam entre R$ 9 e R$ 15.
O sindicato aponta ainda a pressão dos “custos de resinas, embalagens, tampas, lacres, combustíveis, logística, mão de obra” e “todas as exigências sanitárias e ambientais próprias de uma indústria de alimentos”.
Nas distribuidoras, a expectativa é de que o repasse ocorra gradualmente até o final do ano. Ângelo Macedo, proprietário de uma distribuidora de água e gás no bairro Cidade Alta, em Natal, explica que o anúncio serve de alerta para que os revendedores organizem o caixa antes do repasse definitivo das fontes.
“As fontes vão falando com os distribuidores para ir se adequando, já organizando para ter o reajuste neste mês de outubro. Quando é de novembro para dezembro, começa a valer o novo valor”, diz. Ele estima que o garrafão aumente até R$ 1,00 em alguns casos, a depender também da localização do bairro e das taxas de entrega.
Diante do cenário de reajuste, o Procon Natal anunciou que intensificou as fiscalizações nos comércios da capital a partir desta segunda-feira, a fim de coibir eventuais abusos e garantir que os aumentos estejam justificados. A diretora-geral do órgão de defesa do consumidor, Dina Pérez, orienta que o consumidor deve pesquisar preços entre diferentes marcas e estabelecimentos antes de comprar.
“É fundamental verificar se o reajuste repassado ao consumidor final é proporcional ao aumento aplicado na fonte pelas indústrias, evitando, assim, margens de lucro abusivas ou desproporcionais por parte dos revendedores”, explica.
Caso o consumidor identifique aumentos excessivos ou sem justificativa, deve formalizar a denúncia no Procon Natal, apresentando comprovantes ou notas fiscais. O atendimento do órgão funciona pelo WhatsApp no número (84) 3232-6189 ou presencialmente na Avenida Ulisses Caldas, 181.
Segundo o Sicramirn, a perspectiva de novos aumentos é pressionada por variáveis externas, cambiais, de políticas tributárias, regimes e preços para importação de insumos plásticos. “O segmento é contrário a qualquer reajuste que não sejam os pressionados por esses fatores”, frisa a entidade.
