Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, o combustível representa a maior parte dos custos operacionais. Com a alta, margens ficam ainda mais apertadas, e linhas de menor rentabilidade podem ser suspensas. Quem mora em bairros periféricos, como parte da Zona Norte e Zona Sul, pode ser o mais afetado.
O presidente da federação, Eudo Laranjeiras, informou que a entidade deve procurar o Governo do RN para discutir alternativas emergenciais que evitem um colapso no transporte. Medidas sugeridas incluem subsídios, ajustes tarifários e apoio financeiro às empresas.
O aumento do diesel acompanha uma tendência nacional, influenciada pela alta do petróleo no mercado internacional, variação do câmbio e política de preços da Petrobras. Apesar das tentativas do governo federal de conter os impactos, o preço continua pressionando o dia a dia das empresas.
Possíveis consequências
Operadores já admitem revisar rotas, reduzir a frequência de viagens e priorizar linhas mais lucrativas. A medida pode deixar menos ônibus circulando e dificultar a vida de quem depende diariamente do transporte público em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e cidades próximas. O setor alerta que, sem intervenção rápida, a população enfrentará redução de oferta e aumento de tarifas. O cenário reforça a necessidade de soluções imediatas para garantir a mobilidade urbana no RN.
Para a universitária Marília Gomes, que depende do transporte urbano para se deslocar diariamente de para a faculdade e o estágio, uma possível redução de horário pode ser desastrosa. “Um transtorno inimaginável”, classificou.

