Os outros 65 deputados decidiram seguir caminhos diferentes. Parte vai concorrer ao Senado ou aos governos estaduais. Há ainda parlamentares que disputarão cargos de deputado estadual, vice-governador ou vice-presidente, além dos que optaram por não participar das eleições. O levantamento ressalta que o cenário ainda pode mudar até o fim das convenções partidárias.
Na avaliação do DIAP, o número elevado de deputados que tentam permanecer no cargo indica que a Câmara deverá ter baixa renovação após as eleições. “A combinação entre a redução do número de postulantes ao cargo de deputado federal, em razão do limite de candidaturas por vaga, e o aumento do número de candidatos à reeleição corrobora a expectativa de baixa renovação na Casa”, diz o estudo.
O levantamento também atribui esse cenário às mudanças nas regras eleitorais e às vantagens de quem já ocupa um mandato. Segundo o DIAP, “uma disputa presidencial muito acirrada, combinada com novas exigências da legislação eleitoral, que limitam o número de candidaturas, e com maiores garantias de reeleição proporcionadas pelo orçamento impositivo […] explica esse número recorde de candidatos”.
Entre essas vantagens estão o acesso às emendas parlamentares, a prioridade na divisão dos recursos do Fundo Eleitoral, a estrutura dos gabinetes e a maior visibilidade dos atuais deputados. Para o DIAP, esses fatores aumentam as chances de reeleição dos parlamentares que já ocupam uma cadeira na Câmara.
