A investigação foi aberta após uma ação da defesa de Flávio Bolsonaro, que acusa a petista de divulgar informações falsas durante a campanha eleitoral. Os advogados apontam possível violação do artigo 323 do Código Eleitoral, que prevê punição para a divulgação de fatos sabidamente inverídicos na propaganda eleitoral.
O juiz eleitoral Orlando Israel de Souza, de Divinópolis (MG), determinou que a plataforma X preserve as publicações feitas por Ana Elisa entre 24 de setembro e 8 de outubro. O magistrado também encaminhou o caso à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral Eleitoral para investigação criminal.
A decisão não estabelece restrições gerais às publicações da deputada eleita, que excluiu sua conta no X na última semana. Em nota, a assessoria de Ana Elisa afirmou que o processo tramita sob sigilo e acusou Flávio de tentar silenciá-la. A parlamentar informou que ainda não teve acesso ao inquérito e que se manifestará após conhecer seu conteúdo.
A polêmica começou com publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O candidato negou defender a mudança e afirmou ser alvo de desinformação. A discussão teve origem em um projeto de lei apresentado por outro parlamentar há quase 20 anos, posteriormente arquivado. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que também foi citada na controvérsia, negou ter participado da divulgação das informações e cobrou provas das acusações feitas por Flávio.
