A cautela também aparece diante de divergências recentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, Nunes Marques, e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, entraram em conflito sobre a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
Após decisões divergentes sobre o canal, o plenário do TSE aprovou, por unanimidade, na quinta-feira (15), uma mudança nas regras para canais digitais de campanha registrados entre os dois turnos. A medida eliminou a exigência de aguardar 48 horas para utilizar esses canais após o registro.
Apesar da repercussão política, o episódio permaneceu restrito ao âmbito da Justiça Eleitoral, sem mobilizar publicamente outros ministros do Supremo em defesa de um dos lados. O STF também não interveio institucionalmente na divergência. Ministros buscam evitar decisões ou manifestações que ampliem a tensão política ou alimentem questionamentos sobre a imparcialidade do Judiciário durante o segundo turno.
