Paulo Teixeira participou da primeira resposta governamental estruturada à epidemia de Aids no país. Em 1983, durante os primeiros anos da doença, ele ajudou a organizar as ações do governo de São Paulo em um período marcado por medo, desinformação, estigma e discriminação.
Ao longo da carreira, coordenou o Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo e, entre 2000 e 2003, comandou a Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde. Sua atuação também teve alcance internacional. Paulo Teixeira participou da criação do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária e integrou o Conselho de Administração da organização.
Posteriormente, assumiu a direção do Programa de HIV e Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra. No cargo, participou de iniciativas para ampliar o acesso ao tratamento antirretroviral, incluindo a campanha “3 by 5”, que estabeleceu a meta de tratar três milhões de pessoas até 2005.
Segundo o Ministério da Saúde, Paulo Teixeira dedicou sua trajetória à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento. Sua atuação também esteve ligada ao combate ao preconceito, à discriminação e às desigualdades relacionadas ao HIV e à Aids.
