Segundo o presidente, a medida deve ser analisada sob a ótica dos direitos humanos e da ressocialização. Ele pontuou que, caso um cidadão seja detido por um delito de menor gravidade e mantenha vínculos familiares com pais, mães, cônjuges ou filhos, é compreensível que possa ter o induto para visitar os parentes, dependendo do comportamento apresentado na prisão.
“A ‘saidinha’ é uma questão de direito das pessoas com viver em família”, declarou Lula durante a entrevista. O candidato à reeleição acrescentou que o sistema prisional precisa ter como objetivo central a tentativa de recuperar os indivíduos.
Questionado sobre casos em que beneficiados pelo induto voltam a cometer crimes, Lula ponderou que eventuais reincidências de uma minoria não devem justificar a punição generalizada de centenas de milhares de detentos. “Você não pode, por causa de dois ou três, punir centenas ou milhares de pessoas. Nós acreditamos na possibilidade de recuperar”, concluiu Lula.
